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Amazonas lidera o ranking de pessoas dividindo a mesma casa e banheiro, afirma estudo

Segundo dados com base no IBGE, o Amazonas é o segundo Estado com maior registro de pessoas dividindo o mesmo lar, além de ser um dos piores no quesito esgotamento sanitários nesse tipo de moradia   09/10/2014 às 09:53
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Prédio abandonado há mais de 15 anos abriga aproximadamente 100 famílias; adensamento excessivo atinge quase 80 mil pessoas em todo o Amazonas
Rosiene Carvalho ---

Manaus lidera o ranking de capitais com piores índices do País na falta dei banheiro dentro de domicílios particulares e permanentes. Além disso, é a terceira pior do Brasil no quesito esgotamento sanitários nesse tipo de moradia. Os dados são da Fundação João Pinheiro com base no Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 e feito em parceria com o Ministério das Cidades.

Ao analisar a falta de banheiro nas moradias particulares permanentes, o estudo mostrou que Manaus ficou como a capital do País com maior número de domicílios sem o cômodo: 20.237. Em relação ao esgoto, o número de domicílios que não dispõe do serviço em Manaus é 141.040, segundo a pesquisa. No Amazonas, 267.686 estão nesta classificação. Qualquer ligação à rede pluvial é considerada esgoto pelo estudo. O que diferencia disso é classificado como falta de acesso a esgoto.

O levantamento do IBGE sobre habitação é feito a cada dez anos. O último mostrou que Manaus e o Amazonas também lideram, em números relativos (considerando percentual de deficiência em relação à população), o índice de déficit habitacional no Brasil. Ou seja, falta de moradias próprias.

Além de liderar em falta de moradias para a população, o estudo da Fundação João Pinheiro revela que, em Manaus, domicílios que estão fora da classificação de déficit habitacional (classificados como particulares e permanentes) oferecem condições inadequadas de moradia.

Exemplos disso são os dados referentes a abastecimento de água, esgoto e banheiro. No primeiro item, o estudo mostra que em 99.623 domicílios a população não conta com abastecimento de água regular e adequado. Em todo o Amazonas, o número de moradias em que falta água é de 142.662. Nenhuma capital do Nordeste, região do País que enfrenta maior dificuldade com reservas naturais de água por causa do clima, supera os dados de Manaus.

Muita gente, pouca casa

O Amazonas é o segundo Estado com maior registro de domicílios permanentes em situação de adensamento excessivo na região Norte. Ou seja, muita gente na mesma casa. Os dados mostram que no Amazonas e em Manaus há, respectivamente, 79.2510 e 47.577 moradias nessa situação.

Em relação à carência de infra-estrutura (abastecimento de água, esgoto sanitário, iluminação elétrica e/ou coleta de lixo), Manaus é a terceira capital em número de domicílios permanentes sem esses serviços: 197.800, ficando atrás apenas de São Paulo (211.128) e Fortaleza (199.125).

Para o presidente do Instituto Amazônico de Cidadania (Iaci), Hamilton Leão, os dados revelam a falta de políticas públicas adequadas para o abastecimento de água e saneamento básico. “Esses dados só corroboram com o que estamos advertindo sobre a falta de política adequada para o saneamento básico. É uma questão de saúde pública. É uma grande ironia termos abundância em água, mas faltar nas torneiras e não tratarmos os resíduos que jogamos nos rios”.

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