Domingo, 05 de Dezembro de 2021
Auxílio jurídico

Amazonas passa a contar com empresa especializada em Direito Antidiscriminatório

O empreendimento é fruto da iniciativa de quatro advogadas negras nascidas em Manaus: Ana Carolina Amaral, Laila Alencar, Luciana Santos e Rhaiza Oliveira



WhatsApp_Image_2021-10-27_at_16.06.58_2C92D568-2197-4424-B495-1FBCA44D5554.jpeg Foto: Divulgação
27/10/2021 às 16:28

A Odaras Consultoria em Direito Antidiscriminatório chega ao mercado amazonense de forma pioneira oferecendo às empresas, indústrias e instituições públicas serviço de assessoria e cursos voltados às questões étnico-raciais e de gênero. O objetivo é oferecer consultoria sobre os diferentes tipos de discriminação e suas implicações legais, sociais e na imagem da empresa.

O empreendimento é fruto da iniciativa de quatro advogadas negras nascidas em Manaus: Ana Carolina Amaral, Laila Alencar, Luciana Santos e Rhaiza Oliveira. A partir de suas experiências profissionais, acadêmicas e também pessoais, elas perceberam a necessidade de oferecer capacitação ao empresariado local e aos órgãos públicos sobre como trabalhar a questão racial e de gênero com seus colaboradores e clientes. 

“Pesquisas demonstram que empresas que sabem lidar com a diversidade possuem um retorno financeiro maior e um ambiente laboral mais saudável. Além dos impactos no âmbito interno das organizações, há os efeitos sociais na comunidade, com a geração de emprego e renda para grupos até então excluídos, assim como a colaboração para a construção de uma sociedade que de fato respeite as diversidades étnico-raciais, de gênero e sexual”, ressalta Luciana Santos.

Ana Carolina Amaral lembra que o número de negros e negras nos altos cargos das empresas ainda é muito desigual se comparado com o restante da população.  “Não basta que as empresas adotem um discurso antirracista. São necessárias ações que promovam a equidade racial. Qual é o percentual de pessoas negras em cargos de gestão e liderança empresarial no Brasil? Por que processos de trainee voltados para minorias étnico-raciais incomodam tanto? É preciso refletir (e agir) sobre como racismo se estrutura na sociedade e como isso se reflete nas instituições. É urgente alinhar o discurso com a prática” afirma.

Já Rhaiza Oliveira aponta que debater e promover ações que tenham como  ponto central o Direito Antidiscriminatório, seja na esfera pública ou privada, “gera a valoração e afirmação da importância da igualdade, liberdade e dignidade humana. E consequentemente, propaga os aspectos necessários ao combate à discriminação, ao ódio e à intolerância".

Laila Alencar, por sua vez, explica os impactos que o descumprimento das legislações existentes pode trazer para as empresas. “A essência antirracista nas contratações, nas relações de trabalho e até mesmo nos conflitos existentes nos ambientes laborais  é cada vez mais exigida, sendo a punição pela sua ausência capaz de refletir em um abalo muitas vezes irreparável à imagem das empresas, além de danos financeiros. Nesse sentido, se faz necessária a busca pela orientação jurídica antidiscriminatória uma vez que o trabalho preventivo é a principal arma para evitar prejuízos devastadores às empresas que resistem em se adaptar às evoluções sociais”, alertou.

Contato Instagram: @odaras_am
odaras.consultoria@gmail.com



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