Sábado, 20 de Julho de 2019
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Amazonas perde posições na esperança de vida e na mortalidade infantil

Entre os gêneros, as mulheres superaram os homens e tiveram incremento de 10,8 anos, enquanto o seco masculino 9,9 anos num período de trinta anos



1.jpg A redução da mortalidade infantil no Amazonas reduziu 36,1 óbitos de crianças para cada grupo de mil nascidos vivos de 1980 para 2010
02/08/2013 às 21:07

A Tábua de Mortalidade publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstra que o Amazonas, embora tenha obtido avanços, não conseguiu crescer no mesmo nível que outros Estados quanto ao tema. Com isso, perdeu diversas posições na esperança de vida e na mortalidade infantil.

Em 1980 a esperança de vida ao nascer de um amazonense era de 58,4 anos. Já em 2010, este mesmo indicador passou para 70,6 anos. Em trinta anos o aumento total foi de 9,9 anos.

Entre os gêneros, as mulheres superaram os homens e tiveram incremento de 10,8 anos, enquanto o sexo masculino conta com  o acréscimo de 9,9 anos num período de trinta anos.

Embora tenha crescido na expectativa de vida, o Amazonas ficou na vigésima segunda posição entre os vinte e sete Estados e o Distrito Federal. Em 1980, o Estado ocupava a décima segunda posição no país. Portanto, o crescimento estadual não acompanhou o nível de outras unidades da federação, o que contribuiu para a queda de onze posições no ranking.

Entre os fatores que contribuíram ou deixaram de contribuir para o desempenho, a Tábua de Mortalidade leva em conta os óbitos, a mortalidade infantil, a escolaridade, o saneamento básico adequado (esgoto sanitário, água potável e coleta de lixo), a diminuição da desnutrição infanto-juvenil e um maior acesso da população aos serviços de saúde, proporcionando uma relativa melhoria na qualidade do atendimento pré-natal e durante os primeiros anos de vida dos bebês nascidos vivos.

Idosos
Entre os idosos amazonenses, o ganho em trinta anos foi 4,1 anos de sobrevida. Em 1980, uma pessoa com 60 anos tinha15,5 anos a mais de esperança de vida. Já em 2010, essa esperança aumentou para 19,6 anos.

Neste grupo, mais uma vez, a esperança de vida das mulheres foi superior à dos homens. Uma mulher de 60 anos em 1980 tinha uma esperança de média de 16,1 anos. Em 2010, esta mesma pessoa aumentou sua expectativa em 21,1 anos. Quanto aos homens, este mesmo indicador passou de 15 anos em 1980 para 18,2 anos em 2010.

Taxa de Mortalidade Infantil
A redução da mortalidade infantil no Amazonas reduziu 36,1 óbitos de crianças para cada grupo de mil nascidos vivos de 1980 para 2010. Em 1980, havia em média 58,2 óbitos de crianças menores de um ano de idade para cada mil nascidos vivos. Em 2010, este número reduziu para 22,2 óbitos.

Em 1980 o Amazonas ocupava a 13ª posição. Já em 2010 caiu para o 20ª lugar, indicando que outros Estados conseguiram superá-lo em diversos aspectos que contribuíram para construção da Taxa de Mortalidade Infantil.

Nacionalmente, a expectativa de vida no Brasil cresceu 11 anos entre 1980 e 2010, segundo os dados do IBGE. Nessas três décadas avaliadas, o número de mortalidade infantil caiu de 69,1 para 16,7 por mil nascidos vivos, redução de 75,8%. A menor taxa de 2010 foi a de Santa Catarina,  com 9,2 por 1000, e a maior foi a de Alagoas, que apresenta 30,2. No período examinado, a região que obteve maiores declínios foi o Nordeste. Ainda assim, mantém a maior taxa, 23 por 1000 nascidos vivos.

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