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Cotidiano
SAÚDE

Estado do Amazonas realiza 56,4 mil 'Testes do Pezinho' por ano, diz Susam

Mesmo com bom desempenho, Estado vai capacitar mais 500 enfermeiros e técnicos de enfermagem para fazer o teste 06/06/2017 às 20:55
Show pezinho
Nesta terça-feira (6), comemorou-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho (Fotos: Winnetou Almeida)
Silane Souza Manaus (AM)

O Amazonas deve qualificar até o fim deste ano 500 enfermeiros e técnicos de enfermagem para fazer o “Teste do Pezinho” nas unidades públicas de saúde de todo o Estado. O número é cinco vezes maior que a meta anual do Ministério de Saúde (MS) – de 100. Apenas no primeiro trimestre, a Coordenação Estadual de Triagem Neonatal da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) havia capacitado 98 profissionais.

A coordenadora estadual de Triagem Neonatal, Cleomirtes da Silva, revelou nesta terça-feira (06), Dia Nacional do Teste do Pezinho, que as capacitações são feitas presencialmente e por meio de videoconferência. “Neste segundo semestre vamos percorrer os municípios pólos para treinar novos profissionais. Também pretendemos oferecer treinamento para os estudantes que ainda não estão no mercado de trabalho”, contou.

De acordo com Cleomirtes, o Amazonas realiza 56,4 mil “Testes do Pezinho” por ano e foi três vezes elogiado pelo Ministério da Saúde pelo bom desempenho. Além de ser um dos estados brasileiros que faz o teste nas maternidades públicas, enquanto, em outras regiões do País, as mães saem das maternidades orientadas a procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), o que nem sempre fazem.

Para ela, esse resultado se deve ao trabalho de conscientização nas maternidades, UBSs e Centros de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caics) para que todos os recém-nascidos façam o teste do pezinho após 48h de vida. “Conseguimos mobilizar e sensibilizar os profissionais como parte do programa de humanização e começamos a realizar o teste leito a leito para atingir o maior número possível”, disse.

No caso das pacientes que tem parto normal e recebem alta antes de 48h, Cleomirtes destaca que elas saem das maternidades com um documento que justifica o porquê de o filho não ter feito o teste e um encaminhamento para fazê-lo em uma UBS ou Caic.

Nas unidades de saúde dos municípios do interior acontece à mesma coisa haja vista a importância do exame por detectar seis doenças genéticas ou congênitas passíveis de tratamento. “Quanto mais cedo às doenças forem identificadas e tratadas, maior a possibilidade de evitar distúrbio neorológico nas crianças ou até mesmo o óbito”, ressaltou o enfermeiro Marcos Vinicius.

Saiba mais

O exame é realizado por meio da análise de amostras de sangue coletadas através do calcanhar do bebê, por isso o nome “Teste do Pezinho”. O sangue é colocado num papel filtro e encaminhado ao Hemoam. O resultado fica pronto no período de no máximo 30 dias. O procedimento é simples que não traz riscos para a criança.

'Choro é por uma boa causa'

Preocupado com o bem-estar e a saúde do filho Murilo, o analista de logística Renato Cabral, 32, o levou ontem para fazer o “Teste do Pezinho”. O sangue foi coletado na Maternidade Balbina Mestrinho, na avenida Duque de Caxias, Praça 14 de Janeiro, Zona Sul, onde a criança nasceu há três dias. “Se é pela saúde dos nossos filhos não temos que deixar de fazer esse exame”, observou.

A manicure Gabriely Lima de Souza, 19, recebeu alta antes de 48h de ter dado a luz, mas ontem voltou a Maternidade Balbina Mestrinho para que a filha Yasmin fizesse o “Teste do Pezinho”. A criança chorou muito durante a coleta de sangue, mas, para a mãe, a saúde dela é o que importa. “O choro é por uma boa causa. Vale à pena”, destacou.

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