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Amazonas tem a pior produção industrial do Brasil em abril, afirma pesquisa do IBGE

Com produtos pouco demandados pelo consumidor, a indústria amazonense acumula o 13º prejuízo consecutivo 10/06/2015 às 10:13
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No maior polo de eletroeletrônicos do Brasil, a produção de produtos como celulares e computadores caiu 41,5%
Cinthia Guimarães ---

Com o pior resultado entre as 15 regiões industriais brasileiras, a produção industrial do Amazonas em abril caiu quase 20% na comparação com abril do ano passado. Esta é a 13ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto, desde março de 2014.

Os estados que apresentaram as piores resultados em produção física foram Ceará (-14,7%), Bahia (-12,8%), São Paulo (-11,3%), Mato Grosso (-7,7%) e Santa Catarina (-7,2%). A média do Brasil foi 7,6%.

Em relação a março, a produção industrial de abril mostrou retração de 5,1%, após avançar 0,5%, de acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto no primeiro quadrimestre de 2015 o prejuízo ficou acumulado em 18,2%, nos últimos doze meses, o recuo foi 12,5%.

Com seis das dez atividades pesquisadas assinalando taxas negativas, o resultado negativo foi alavancado principalmente pelos setores de maior faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM): duas rodas e equipamentos eletroeletrônicos. De acordo com os indicadores na comparação com abril de 2015 e abril de 2014, a produção do setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos caiu 41,5%, o de equipamentos de transporte apresentou queda de 32,2%), pressionados, sobretudo, pela menor produção de televisores; e de motocicletas e suas peças, respectivamente.

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o prejuízo da indústria também reflete negativamente no comércio e serviços. “A situação é delicada. Se o mercado brasileiro não está comprando nós não vamos produzir. Assim com se não vender, não tem produção.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, avalia que os resultados são nada mais que o reflexo da situação econômica brasileira, sem investimentos por parte do governo e com o consumidor sem confiança no mercado de trabalho e evitando dívidas. “Precisamos medidas do governo para resgatar consumidor e do investidor do país. Essas medidas não aconteceram o que nos leva a crer que vai demorar para a situação se estabilizar”, ressalta sem otimismo.

Em números

7,6% é quando a indústria brasileira tem perdido em produção física em 2015, em média, incluindo a indústria de transformação, de manufatura e extrativa. Em abril, 13 dos 14 locais abrangidos registraram a decréscimo, entre os com quedas mais intensa foram os seguintes: Ceará (-7,9%), Bahia (-5,1%), Amazonas (-5,1%) e Pernambuco (-4,6%). O Paraná, com expansão de 1,4%, foi o único estado com resultado positivo.


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