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Amazonas tem a pior produção industrial do País entre outubro e novembro de 2014, diz IBGE

Produção industrial caiu em sete locais na passagem de outubro para novembro do ano passado. No AM essa queda atingiu -4% e em São Paulo, principal pólo do País, houve -2,3% de produção da indústria 13/01/2015 às 09:51
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Dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional
CAMILA LEONEL Rio de Janeiro (RJ)

O Amazonas foi o Estado que apresentou maior recuo na produção industrial em novembro de 2014, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção no Estado caiu 4% seguidos por Minas Gerais (-2,6%), São Paulo (-2,3%) e Santa Catarina (-1,9%). O Amazonas reverteu a expansão de 1,3% verificada no mês anterior.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados nesta terça-feira (13). O estado de Minas Gerais assinalou a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando no período perda de 6,0%; São Paulo volta a recuar após apontar crescimento de 0,6% no mês anterior; e Santa Catarina eliminou parte do ganho de 6,4% acumulado entre os meses de julho e outubro.

Na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o total da indústria recuou 0,3% no trimestre encerrado em novembro, frente ao nível do mês anterior, após registrar resultados positivos em setembro (0,4%) e outubro (0,1%).

Sete locais apontaram médias móveis trimestrais negativas e os recuos mais acentuados foram no Ceará (-2,1%), Amazonas (-1,3%), Minas Gerais (-1,1%) e São Paulo (-0,9%). Por outro lado, Bahia (2,1%), Pará (0,8%) e Espírito Santo (0,8%) apontaram os principais ganhos em novembro de 2014.

Em relação a novembro de 2013, o setor industrial recuou 5,8%, com onze dos quinze locais pesquisados acompanhando esse movimento de queda. Os recuos mais intensos foram no Amazonas (-16,9%), pressionado, em grande parte, pela redução na produção dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores); em São Paulo (-9,9%), motivado pela queda de produtos alimentícios, veículos automotores, reboques e carrocerias máquinas e equipamentos e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis.

Em Minas Gerais (-8,5%), os setores de produtos alimentícios, máquinas e equipamentos  e veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis) foram os responsáveis pela diminuição e no Paraná (-8,0%) a culpa foi dos veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques e caminhões), produtos alimentícios e máquinas e equipamentos

Por outro lado, Espírito Santo (11,7%) assinalou o avanço mais intenso nesse mês, impulsionado, em grande parte, pelo comportamento positivo vindo do setor extrativo (minérios de ferro pelotizados e óleos brutos de petróleo). Os demais resultados positivos foram observados em Goiás (7,4%), Pará (7,0%) e Mato Grosso (6,3%).

No acumulado no ano, houve reduções em dez dos quinze locais pesquisados, e quatro recuaram com intensidade maior do que a da média da indústria (-3,2%): Paraná (-6,2%), São Paulo (-6,0%), Rio Grande do Sul (-4,8%) e Amazonas (-3,8%). Completaram o conjunto de locais com resultados negativos: Rio de Janeiro (-3,2%), Ceará (-3,2%), Bahia (-2,9%), Minas Gerais (-2,8%) e Santa Catarina (-2,0%).

Nesses locais, o menor dinamismo foi particularmente influenciado por fatores relacionados à redução na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para equipamentos de transportes – caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e veículos para transporte de mercadorias), bens intermediários (autopeças, produtos têxteis, produtos siderúrgicos, produtos de metal, petroquímicos básicos, resinas termoplásticas e defensivos agrícolas) e bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da “linha branca”, motocicletas e móveis).

Em novembro de 2014, o acumulado nos últimos doze meses recuou 3,2% e manteve a trajetória descendente iniciada em março (2,0%), assinalando o resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (-4,8%).

 Dez dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas em novembro e onze apontaram menor dinamismo frente a outubro. As principais perdas entre outubro e novembro foram no Amazonas (de -0,9% para -3,1%), Paraná (de -4,7% para -5,9%), Ceará (de -1,4% para -2,6%), Rio Grande do Sul (de -3,4% para -4,4%) e São Paulo (de -5,0% para -5,9%), enquanto Goiás (de 3,0% para 3,6%) e Espírito Santo (de 3,8% para 4,3%) mostraram os maiores avanços.

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