Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019
PRODUÇÃO INSUFICIENTE

Amazonas tem baixo desempenho e é apenas 19º na criação de peixes no país

Montante produzido no estado equivale a apenas 1,6% da produção nacional. Tambaqui e Matrinxã representam 97% do pescado produzido em cativeiro no AM



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20/09/2019 às 18:11

Nacionalmente conhecido pela diversidade de peixes provenientes dos seus rios, o Amazonas amarga apenas a 19ª posição nacional de produção de peixes e piscicultura. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que leva em conta a produção de 8,1 milhões de quilos no estado em 2018, equivalente a apenas 1,6% dos 519,3 milhões de quilos produzidos no país.

A primeira posição no ranking nacional ficou com o estado do Paraná, com 121,2 milhões de quilos, seguido por São Paulo, com 51,3 milhões de quilos produzidos. Na terceira posição ficou Rondônia com 50.1 milhões de quilos no ano. Rondônia inclusive é o único estado da Região Norte entre os dez primeiros produtores de peixes com uma produção que representa 9,7% do país.



Responsáveis por 97% do pescado produzido em cativeiro no Amazonas, o tambaqui e a matrinxã apresentaram crescimento em relação ao ano anterior. O tambaqui teve aumento de 7,8% e a matrinxã, de 4,7%. Somente os dois peixes foram responsáveis por R$ 67 milhões dos R$ 69,4 milhões totais proporcionados de valor de produção no estado.

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A produção de tambaqui em cativeiro foi detectada em quarenta e nove municípios do Amazonas. A maior produção está concentrada em Rio Preto da Eva (996 toneladas), Manaus (840 toneladas), Iranduba (810 toneladas), Manacapuru (600 toneladas) e Itacoatiara (600 toneladas). Estes seis municípios representam 63% da produção do estado, que em 2018 atingiu 6.075 toneladas

Já a criação de matrinxã alcançou 1.838 toneladas em todo estado. Rio Preto da Eva teve a maior produção (795 toneladas), seguida de Manaus (300 toneladas), Manacapuru (180 toneladas) e Presidente Figueiredo (180 toneladas). O valor de produção da matrinxã alcançou 15,5 milhões de reais; sendo criada em 32 municípios. Codajás liderou a psicultura do pirarucu com 42 toneladas, seguido por Manacapuru e Coari (40 toneladas) e Manicoré (13,8 toneladas).

Pecuária

Galináceos e bovinos formam os maiores rebanhos do Amazonas. Os galináceos (galos, galinhas, frangas, frangos, pintos e pintainhas) são a maioria (3,8 milhões de cabeças). Nesse grupo, a maior parte (72%) é formada por galinhas destinadas a produção de ovos. Já os bovinos alcançaram, no ano, 1,3 milhão de cabeças. Os bovinos cresceram 2,4% em relação ao ano anterior; já os galináceos caíram 0,7%.

Entre os dez municípios com maior produção de bovinos do Amazonas, cinco estão localizados no sul do estado. Lábrea lidera a criação com 300 mil cabeças, seguido de Boca do Acre (210 mil), Apuí (140 mil), Manicoré (115 mil) e Parintins (52 mil). Somente os cinco primeiros municípios criam 59% do rebanho do estado.

Manaus lidera a criação de galináceos com 2,1 milhões de cabeças, seguida por Iranduba (450 mil), Manacapuru (157 mil) e Rio Preto da Eva (115 mil). A maior concentração de produção está localizada nos municípios que formam a Região Metropolitana de Manaus.

Entre os produtos de origem animal, ovos de galinha é aquele que maior valor de produção (200 milhões de reais), seguido por leite (69 milhões de reais) e mel de abelha (1 milhão de reais). Todos os produtos tiveram crescimento de produção na comparação com o ano anterior, ovos de galinha cresceu 24,7%, leite (4,9%) e Mel de abelha (5,6%). A recuperação do ovo foi importante depois de dois anos consecutivos de queda.

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