Sábado, 25 de Maio de 2019
ECONOMIA

Amazonas tem saldo negativo de empregos formais em novembro

Desempenho positivo de três setores foi anulado por quedas na indústria, construção civil e serviços



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(Foto: Arquivo AC)
30/12/2016 às 11:00

Apesar do saldo positivo de empregos formais em três setores da economia, o Amazonas fechou o mês de novembro com redução de 1.079 postos de trabalho (redução de 1,22% em relação a outubro), apontam dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) anunciados nesta quinta-feira (29). No mês, as empresas do estado contrataram 10.431 trabalhadores e dispensaram 11.510.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse acreditar na retomada do crescimento do Amazonas. “No ano que vem, temos certeza de que os números serão melhores, para que os trabalhadores possam ter ocupação e renda e garantir o sustento de suas famílias e o crescimento do país”, disse o ministro. “Só o trabalho vai assegurar um Brasil forte, com crescimento sustentável e oportunidades a todos”, declarou. 

O comércio teve saldo positivo de 1.116 vagas (aumento de 1,15% em relação a outubro), seguido da agropecuária, com 36 vagas (mais 0,78%) e extrativismo mineral, com 26 empregos formais (mais 7,85%). O saldo positivo foi anulado pela redução no número de postos de trabalho na indústria de transformação (-779 vagas), construção civil (-613) e serviços (-508).

O levantamento mostra que houve saldo positivo de empregos formais em 8 dos 22 municípios do estado com mais de 30 mil habitantes. Em outros três, o saldo ficou zerado. Nas demais 11 cidades com mais de 30 mil habitantes, o saldo ficou negativo.

Dados nacionais

O mercado de trabalho perdeu 116.747 vagas com carteira assinada em novembro. O desempenho é resultado de 1.103.767 admissões contra 1.220.514 demissões ocorridas durante o mês. Este saldo negativo em novembro provocou uma queda de 0,3% no estoque de empregos em comparação ao mês anterior. No mesmo mês do ano passado, a queda havia sido ainda maior, com 130.629 vagas formais a menos. No período dos últimos 12 meses, o estoque de empregos formais passou de 40,3 milhões para 38,8 milhões, uma queda de 3,65%.

Desempenho setorial

De todos os setores de atividade econômica, apenas o comércio teve desempenho positivo em novembro, seguindo a tendência já registrada em outubro. Houve um acréscimo de 58.961 vagas, o que representa um aumento de 0,66%. A alta foi puxada principalmente pelo ramo varejista, que abriu 57.528 postos. A maioria dos empregos foi criada nos ramos de vestuário e acessórios, seguidos pelos de supermercados, comércio de calçados e artigos para viagens.

Entre os setores com resultado negativo, destacaram-se a indústria de transformação (-51.859 postos), construção civil (-50.891), serviços (-37.959) e agricultura (-26.097). Na indústria, a queda ocorreu principalmente nos ramos de produtos farmacêuticos (-12.211), alimentícios (-8.442), têxteis (-6.472) e de calçados (-4.033). Já a agricultura foi influenciada por fatores sazonais, com destaque para o setor de cultivo de cana-de-açúcar em São Paulo, que, sozinho, fechou 4.478 postos.

 *Com informações da assessoria de comunicação.


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