Sábado, 16 de Outubro de 2021
Tirando satisfação

Amazonense confronta suspeitas de estelionato em aeroporto de Manaus

Sheila Patrícia Queiroz Reis e Mônica Regina Queiroz Reis são suspeitas de venderem imóveis fictícios e gerarem prejuízo aproximado de R$ 2 milhões



23/08/2021 às 12:17

“Usaram meu dinheiro e de outras vítimas para viajar. O sentimento é de extrema revolta”. A declaração é da advogada Roberta Silva de Sena, 35, que, na manhã desta segunda-feira (23), afirmou ao A CRÍTICA que gravou o momento em que as irmãs Sheila Patrícia Queiroz Reis, 40, e Mônica Regina Queiroz Reis, 36, desembarcaram em aeroporto de Manaus após serem processadas pela suspeita de venderem imóveis fictícios e gerarem prejuízo aproximado de R$ 2 milhões.

As irmãs Sheila, Mônica e Gleice Cristina Queiroz Reis, 34, foram presas em 2019. À época, um mandado de prisão havia sido expedido no nome delas. As mulheres haviam sido indiciadas por estelionato. Roberta afirmou ter recebido fotos das suspeitas em viagens por Santa Catarina, acompanhadas de pessoas que parecem ser familiares. No dia 18 de agosto deste ano, às 1h, a advogada foi ao aeroporto Eduardo Gomes e confrontou as suspeitas. Ela encontrou Sheila e Mônica.

“Perguntei onde estava meu dinheiro. Parecia que elas haviam visto um fantasma. Uma disse que iria pagar e que estava trabalhando. É muita ‘cara de pau’ – um ser humano desse se dar ao luxo de viajar. Fiquei extremamente revoltada”, declarou. 

Roberta acredita que as suspeitas utilizaram o dinheiro adquirido com as vítimas para pagar pelos advogados que garantiram a elas a possibilidade de responder ao processo em liberdade. “Provavelmente elas colocaram o dinheiro em contas ‘laranjas’. Hoje elas não trabalham. Mudam de lugar e a Justiça não as encontra”, afirmou.

A advogada disse estar à procura da confirmação se o juiz responsável pelo caso concedeu às suspeitas o direito de saírem da cidade. A possibilidade, afirmou a advogada, afeta negativamente o estado emocional dela. “Quero saber se o juiz permitiu que elas saíssem da comarca”.

A equipe de reportagem aguarda resposta do Ministério Público do Amazonas (MPAM) sobre o caso.

SONHO FRUSTRADO

Conforme a advogada, a empresa responsável pela venda dos imóveis não existe mais e o terreno no qual seria construída a casa de Roberta foi devolvido às antigas proprietárias. Ela pagou R$ 100 mil na entrada do imóvel em 2017. A proposta era de que a casa saísse da planta e estivesse pronta em dezembro de 2019.

“Mas isso nunca aconteceu. Descobri que o terreno estava com demanda judicial. Elas compraram-no e não pagaram às herdeiras. Existia uma diversidade de burocracia por trás – elas não poderiam estar desmatando no local”, disse. Roberta afirmou que as irmãs pegaram o dinheiro e sumiram de vista.

A advogada aconselhou que possíveis vítimas do mesmo caso não se intimidem e denunciem. “Há muitas medidas judiciais que podemos tomar. Por mais que seja demorado, precisamos ter esperança. Temos que tomar todas as medidas possíveis”, disse.



News 6bf8d194 12ee 4a6c 8ab8 29658d0c6750 e69fe602 b00d 41db b967 4526a2cde395
Repórter de A Crítica
Jornalista graduado no Centro Universitário do Norte (UniNorte), que busca trazer um pouco de storytelling a todos os aspectos da vida, principalmente aos textos que levam sua assinatura.

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.