Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2021
Reconhecimento

Amazonense conquistou medalha na Olimpíada Internacional de Matemática de Cingapura

O estudante das Escolas Idaam conquistou medalha de prata em evento que aconteceu de maneira digital pela primeira vez



e9d38e54-da07-48ea-acc4-dc228f134125_EB5EB758-9F9C-4418-88FC-F060722AD0C7.jpg Erick e o coordenador de Matemática do Projeto Olímpico do Idaam, Marco Antônio Ferreira. Foto: Yasmin Feitosa
08/11/2020 às 09:59

O estudante amazonense de 16 anos, Erick de Melo Barbosa Junior, foi o único brasileiro a conquistar uma das seis medalhas de prata na Olimpíada Internacional de Matemática de Cingapura (Simoc), realizada pela primeira vez neste ano em formato totalmente digital. Erick recebeu a medalha de prata ao lado de outros cinco participantes da Índia, Malásia e Indonésia.

O amazonense conta que sempre se gostou de matemática, porém o interesse maior despertou quando conheceu o projeto de Processos Olímpicos das Escolas Idaam, rede de ensino na qual estuda desde a quinta série.



“Eu me sinto muito contente. Pois eu sinto que estou mostrando que o Brasil também consegue se igualar aos países desenvolvidos. Ainda mais no Amazonas, porque geralmente se concentram nos eixos de São Paulo e Rio de Janeiro”, destacou Erick.

Formato digital

Erick, que já participou de outras olimpíadas cujo o formato foi presencial, ressaltou que apesar do formato digital, a edição deste ano trouxe uma conexão maior com os estudantes de outros países.

“Eu acho muito legal ter esse contato com pessoas de outras países. Até para romper um pouco a nossa visão de mundo, que é muito fácil ficar pensando só nosso país, na nossa cidade. Acho que todos deveriam ser estimulados para estreitar laços com pessoas de outros países. Eu não conheço ninguém do Irã, era só um pedaço do mapa para mim. Mas a partir do momento que tive um contato, pude perceber expandir meu conhecimento sobre este país”, detalhou o estudante.

Apesar de ser bastante aplicado em ciências exatas, como matemática e astronomia. Erick se interessa também em disciplinas humanas como história.

“História é uma área de interesse que tenho bastante interesse. Se eu não for fazer alguma Engenharia Civil que é perto de Arquitetura ou então Aeronáutica, eu com certeza optarei pelo curso de História. Como gosto de ciências humanas, fazer as pessoas perceberem que todas as ciências são importantes para você ser uma pessoa completamente formada, ter o processo de conhecimento crítico completo”, ressaltou Erick.

Outras premiações

O professor e coordenador de Matemática do Projeto Olímpico do Idaam, Marco Antônio Ferreira, descreveu que a olimpíada premiou com medalhas de bronze, outros cinco brasileiros, sendo destes, quatro amazonenses das Escolas Idaam: Eduardo Câmara, Anna Luiza Picanço, Paulo Roberto Filho e João Rossetti.

“Na região Norte, é indiscutível que o Idaam é uma instituição que na verdade tem todo o know-how de olimpíadas. Só ano passado conquistamos 300 premiações Mas isso foi aos poucos, começamos com 100 medalhas, ano passado triplicamos. Neste ano, conquistamos apenas 94 premiações até o momento. Mas ainda temos muitas olímpiadas para participar como a Olimpíada de Matemática da Unicampi, estamos na semifinal na Olimpíada Nacional de História; estamos com mais 50 classificados na Olimpíada Nacional de Ciências, e estamos participando de muitas outras que ainda estão em andamento”, contou o professor.

O coordenador do projeto ressaltou ainda que os alunos que participar do projeto são aqueles que buscam ou tem interesse nas áreas e que este é o único critério que os coordenadores utilizam.

“O nosso objetivo é continuar crescendo neste projeto iniciado na escola desde 2013. De lá pra cá, participamos de diversas olimpíadas. Nós começamos a trabalhar mais, descobrindo talentos. Entretanto, o importante ressaltar é que as olímpiadas são democráticas. O conhecimento é democrático. Ou seja, todo mundo pode participar. As olimpíadas de conhecimento não são para alunos de alta performance. São para todos os alunos que tem interesse e acabam se descobrindo dentro de uma área Porque hoje temos, olimpíadas de conhecimento nas mais diversas áreas como: matemática, química, biologia, robótica, astronomia, mostra de foguetes, medicina, geografia e história, e etc”, pontuou o coordenador.


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