Quarta-feira, 22 de Setembro de 2021
Campanha

Amazonense defende direito das mulheres com a campanha 'Nada Menos que 30%', em Brasília

Anne Moura faz chamado para mobilizar a sociedade e parlamentares a dizer ‘não’ à reforma eleitoral



WhatsApp_Image_2021-08-05_at_16.52.09_1CDEF385-57F3-4873-B365-67187B131CAF.jpeg Foto: Divulgação
05/08/2021 às 16:58

A Secretária Nacional de Mulheres do PT,  a Amazonense Anne Moura, está em Brasília para tratar dos direitos das mulheres e impedir retrocessos que o centrão quer impor à participação feminina na política partidária. O presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, articulado com parlamentares do centrão querem mudar as regras eleitorais quando o país ainda sofre com a pandemia de Covid-19. 

Dentre as propostas está o fim da cota mínima de 30% para as mulheres nas chapas partidárias.



Na terça, 3, Anne Moura, participou de ato contra a reforma eleitoral no Congresso e na quarta. 4, participou de uma agenda na Câmara Federal, dialogando com as deputadas Gleisi Hoffmann e Benedita da Silva. Na pauta, as mobilizadoras trataram da luta das mulheres contra o retrocesso dos direitos políticos de gênero e também o direito à cota racial. 

"Precisamos pressionar o Congresso Nacional e debater a nossa representatividade no cenário político. A luta pelo direito das mulheres vem progredindo não só no Brasil, mas em todo o mundo e não pode retroceder" ressalta, Anne Moura.

De acordo com a Secretária, muitas mulheres ainda têm dificuldades de ocupar cargos de poder, serem eleitas ou terem voz ativa nas tomadas de decisões políticas. “Isso acontece devido a nossa exclusão histórica na política e que reverbera, até hoje, nesse cenário de baixa representatividade feminina no parlamento, no executivo, no judiciário, além de nas posições de comando na iniciativa privada”, disse.

“Em vez de concentrar esforços em salvar a vida da população, os congressistas estão preocupados em retirar direitos consolidados das mulheres, atacando frontalmente a democracia, com a proposta do fim da cota mínima de 30 por cento. Isso é um golpe no avanço e no incentivo à participação das mulheres, que são metade da população brasileira”, completa.

No Congresso Nacional as Mulheres estão próximas a dar um grande salto de qualidade na representação feminina e nos parlamentos municipais, estaduais. Mas para a Secretária, está havendo essa tentativa de fazer a legislação pró-participação feminina retroceder. “A garantia de 30% das candidaturas aos parlamentos do país para mulheres é um avanço histórico e fundamental para tornar a representação parlamentar mais coerente com a realidade do Brasil, já que as mulheres são mais da metade da população brasileira”, finaliza.

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