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Cotidiano
DISPUTA

Amazonense é apontado como um dos três favoritos para a vaga de Teori Zavascki

Com a definição do novo relator da Lava-Jato, holofotes se voltam para a cadeira vaga no STF, e Folha de S. Paulo aponta Mauro Campbell como um dos cotados 03/02/2017 às 10:14
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Mauro Campbell foi indicado ao STJ por Lula (Foto: Sergio Amaral/STJ)
acritica.com Manaus (AM)

Com a definição de Edson Fachin como substituto de Teori Zavascki na relatoria dos processos da Lava-Jato, as atenções recaem agora sobre  que assumirá a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Publicação da Folha de São Paulo nesta sexta-feira mostra que a corrida está se afunilando e o nome do amazonense Mauro Campbell, atual ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aparece entre três os mais cotados para o posto, ao lado de dois colegas do STJ, os ministros João Otávio de Noronha e Humberto Martins - que é vice-presidente do STJ.

O nome de Mauro Campbell vem sendo apontado como um dos possíveis substitutos de Teori, vítima de um acidente de avião no mês passado,  desde a morte do então relator da Lava-Jato. Agora, com Fachin já sendo definido como o novo relator, as especulações voltaram a crescer e o nome do amazonense segue em alta. 

Campbell veio do Ministério Público e foi procurador-geral de Justiça do Amazonas.  Ele, assim como Humberto Martins, chegou ao STJ  por indicação de Lula. João Otávio de Noronha, por sua vez, foi nomeado por Fernando Henrique Cardoso.

Conforme levantamento da Folha, os dois concorrentes de Campbell pelo cargo têm  filhos advogados atuando no STJ e chegaram a votar em processos de interesses de clientes de seus filhos. Segundo o jornal, eles alegaram falhas no sistema do tribunal, que não os teria alertado para o impedimento.

Alagoano, Humberto Martins é apontado pela Folha como um homem de muito trânsito entre os políticos. Em 2015, relata o jornal, ele reuniu diversos magistrados, advogados e políticos para uma homenagem a ele mesmo. O discurso de abertura foi feito por Renan Filho, governador de Alagoas e filho di ex-presidente do Senado, Renan Calheiros.

A decisão sobre o novo ministro do STF só deve ser tomada pelo presidente Michel Temer após a definição da presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Conforme a Agência Brasil, Temer quer primeiro a definição da composição da CCJ pois caberá a ela sabatinar o nome indicado pelo presidente.  A ideia é avaliar como será a aceitação do nome entre os integrantes da comissão. O presidente tem feito consultas para escolher um nome com respaldo na opinião pública e entre os ministros da Corte.

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