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Cotidiano
DECISÃO

Amazonense suspeito de terrorismo é condenado a mais de seis anos de prisão

Oziris Moris Lundi e outros sete homens, presos durante a Operação Hashtag, em julho de 2016, foram condenados nesta quinta-feira (4). Eles foram acusados de ter relações com o Estado Islâmico e planejar atentados para as Olimpíadas do Rio 04/05/2017 às 20:00 - Atualizado em 04/05/2017 às 22:13
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Foto: Reprodução/Internet
acritica.com Manaus (AM)

O amazonense Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo é um dos oito acusados de terrorismo na Operação Hashtag, da Polícia Federal, que foram condenados pelo juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, nesta quinta-feira (4). A sua pena totaliza seis anos e três meses de reclusão. Ele foi preso em Manaus em julho do ano passado, semanas antes do início das Olimpíadas, durante a operação.  As informações foram divulgadas pela IstoÉ.

A decisão tem base na Lei Antiterrorismo que tipifica o terrorismo como a prática, por um ou mais indivíduos, de atos por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública.

Durante a investigação, o grupo, integrado por brasileiros, foi monitorado pela PF após as autoridades do Brasil receberem um relatório do FBI americano. Foram rastreadas as redes sociais, sites acessados e as mensagens trocadas entre o grupo, sendo constatado que eles estavam interessados a se organizar para prestar apoio ao Estado Islâmico (EI).

Também foram identificadas mensagens de celular relacionadas à possibilidade de se aproveitar o momento dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 para a realização de atos terroristas.

Prisão
Oziris Moris foi preso na manhã no dia 21 de julho em Manaus sob a suspeita de planejar atos terroristas para as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Na época, ele teria se convertido recentemente ao islamismo. Informações apontaram que ele teria entrado em contato com o EI pelo Facebook, onde teria jurado fidelidade ao islã, e estava sendo investigado há 3 meses. Ele foi funcionário do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM).

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