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Amazonenses em Paris relatam medo e expectativa nas ruas francesas após ataques terroristas

Amazonenses que residem em Paris ou visitam a capital francesa conversaram com A CRÍTICA para descrever o clima de choque que tomou conta da cidade após o maior ataque terrorista do país 15/11/2015 às 10:58
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Membros da brigada de incêndio da França ajudam feridos perto da casa de shows Bataclan, em Paris, após uma série de ataques na capital francesa nesta sexta-feira. 13/11/2015
Kelly Melo Manaus (AM)

Ainda em choque por causa dos atentados terroristas que abalaram a maior cidade e mais importante da França, amazonenses que estão em Paris contam que estão preocupados e em estado de vigilância extrema, após os ataques que deixaram 129 mortos e 352 feridos - 99 dos quais estão em estado grave - na última sexta-feira (13).

A jornalista Lúcia Saito, de 41 anos, viajou para o país europeu com o intuito de passar férias e esteve próximo de um dos locais que foi alvos dos terroristas do Estado Islâmico, apenas 1 hora após os ataques. Ela contou que tinha ido a Londres, na Inglaterra, e ficou sabendo da tragédia logo após desembarcar em Paris e seguir para onde ficaria hospedada.

“Como a maior parte das pessoas, eu não sabia o que havia ocorrido até então. Quando entrei no trem que levava ao hotel, tudo estava dentro da normalidade. Isso até ao chegar na estação La Plane Stade de France,  onde inúmeros torcedores entraram no vagão do metrô, que inclusive permaneceu parado por mais de meia hora. Foi quando familiares e amigos começaram a enviar mensagens pelos celulares avisando o que havia acontecido”, conta ela, que estava a menos de 1 km do estádio Stade de France, onde aconteceram as primeiras explosões.  

Ela contou que ficou apavorada e afirma que Paris deixou de ser a cidade do amor para se tornar palco da intolerância religiosa e política. “Foi surreal. Hoje nada funcionou, os principais pontos turísticos foram fechados e a cidade está vazia”, comentou.

Na França há 25 anos, o padre franciscano Francisco Alberto Bindá Libório, de 48, que também é amazonense, relatou que o clima no país como um de tensão e de vigilância extrema. “Ontem as fronteiras foram fechadas e o clima é de desconfiança, pois esse tipo de acontecimento deixa todo mundo angustiado. Fala-se até em guerra civil”, disse ele, que soube dos atentados através dos noticiários. 



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