Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
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Amazonenses encontram maneiras de superar crise financeira com muita criatividade

O MANAUS HOJE, apresenta duas histórias de gente que no meio da incerteza, foi à luta e venceu as dificuldades



1.jpg O casal Charleson e Cristiane conseguiram sair da dificuldade e hoje são geradores de emprego e renda para pessoas do bairro
27/07/2015 às 09:05

É nos tempos de crise muita gente consegue, com ideias simples, dar a volta por cima graças ao esforço e muita vontade de trabalhar. O MANAUS HOJE, apresenta duas histórias de gente que no meio da incerteza, foi à luta e venceu as dificuldades.

Sem emprego, o então industriário Charleson Medeiros e a esposa Cristiane dos Santos, se viram diante de uma situação difícil, ela tinha acabado de conseguir uma bolsa integral para entrar na universidade, mas, por estarem desempregados e com um filho pequeno, ela corria o risco de ter que abandonar o curso.



Nesse momento, Charleson pegou um dinheiro que tinha guardado e comprou uma impressora multifuncional. "Eu tinha um computador e resolvi que ia ganhar algum dinheiro fazendo cópias e impressão de trabalhos, comprei uma impressora simples e começei a trabalhar", lembra. Cristiane ajudava conseguindo clientes na faculdade, ela fazia cópias e impressões para os colegas com preço menor e em pouco tempo já tinham comprado uma encadernadora para melhorar o serviço.

A partir daí o casal decidiu que esse seria seu 'ganha pão', o primeiro passo foi registrar a empresa. Ele então começou a usar um pouco da experiência que tinha com programas de computador e gráfica, para trabalhar com produção de banner. "Eu fazia preços mais baixos, pra conquistar mesmo o cliente, aprendia a usar novos programas e sempre melhorava meus equipamentos", conta.

Hoje o casal, já transformou a casa, localizada no beco Vitória, no Santa Etelvina, em uma gráfica com novos computadores, impressoras mais modernas, serviços de encadernação, impressão de convites, folders, banner, personalização de objetos e o mais novo serviço de estamparia, com confecção e criação de arte própria. Transformar a atividade em empresa, permite que eles possam gerar emprego para outras pessoas e formar parcerias com escolas, igrejas e outras instituições.

Recomeço do zero

R$50 reais, foi o que a Jane Salgado usou para comprar dois quilos de carne e dois frangos, e assim montar uma banca de churrasco na avenida Marginal do 40, no Japiin. Ela precisou sair de emprego para cuidar da mãe doente e pouco depois seus irmãos também perderam o emprego, como não tinham como pagar as dívidas, eles resolveram vender churrasco.

Mesmo sem ter muita coisa ela e a mãe, saíram à procura de um bom lugar para montar o ponto, depois conseguiram com familiares e amigos, churrasqueira, bandejas e outros utensílios para vender churrasco. "Não tinha mesa, só três bancos velhos que a gente trouxe de casa", conta Jansen Salgado, irmão e sócio de Jane na barraca. Ele contou ainda como foi nos primeiros dias. "A gente faturava R$60 no máximo, o que dava pra manter a banca no outro dia, um dia o movimento foi maior e a gente faturou R$90, a mamãe até chorou de felicidade", lembra churrasqueiro.

Há um pouco mais de um ano com a banca, os irmãos conseguem sustentar a casa e melhorar a qualidade dos produtos, que além do churrasco, tem cardápio com peixes e sobremesa, renovando sempre os utensílios para servir comida. "É daqui que sai o sustento da minha família, preciso investir sempre", finaliza Jane.



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