Publicidade
Cotidiano
Educação

Amazonenses se preparam para o 7º Torneio Internacional de Matemática, na Índia

A equipe embarca no dia 30 de novembro para o  torneio, que vai ocorrer entre os dias 2 a 5 dezembro, reunindo alunos de vários países em competições individual e por equipe 08/10/2016 às 05:00
Show sdffdfsdf
Foto: Euzivaldo Queiroz
Alik Menezes Manaus (AM)

Cálculos, números e teorias são complicados e difíceis? Não para um grupo de jovens estudantes amazonenses que está intensificando os estudos para participar do 7º Torneio Internacional de Matemática, na Índia. 

Disciplina que é considerada um “bicho de sete cabeças” pela maioria dos estudantes, na vida desses cinco adolescentes a matemática ganhou espaço naturalmente. 

Com apenas 15 anos, Rafael Mesquita, aluno do 9º ano do ensino médio, gosta de desafios e aposta em videoaulas para aprender cada vez mais. “Comecei a gostar dessa matéria no sexto ano, quando percebi que precisava me dedicar mais e, com o tempo, fui pegando gosto. Hoje dedico 50 minutos do meu dia para estudar essa matéria especificamente”, disse o jovem, que está ansioso para o dia da competição. 

Outro que não esconde o amor pelos números, equações e teorias é o estudante do 1º ano do ensino médio Lucas Barroso, de apenas 17 anos. “Gosto de cálculos desde muito novo, comecei a gostar em sala de aula e hoje a disciplina ganha um espaço significativo do meu tempo e na minha vida”, disse. 

Estimulado pela professora, Breno Souza, 16, do 1º ano, é motivo de orgulho dos colegas de classe: o jovem também integra a equipe que irá representar o Estado na competição internacional. “Você precisa se dedicar bastante, mas quando percebe que está aprendendo, você fica mais motivado e eu tenho me dedicado ainda mais para fazer bonito nesse competição”, disse. 

Dedicação

Se a idade dos primeiros três estudantes surpreende, o pequeno Gabriel Moura, o mais jovem da equipe de “gênios da matemática”, chama ainda mais a atençaõ: ele tem apenas 13 anos e cursa o 7º ano do ensino fundamental. Os cálculos fazem parte da rotina diária do pequeno que, além do ensino em sala de aula, recebe estímulo e incentivo dos pais em casa. “Matemática não é difícil, é só se dedicar, se esforçar, não é um monstro não”, disse o pequeno, que contou estar ansioso pela semana de competições. 

Por se tratar de uma competição internacional, o adolescente João Vitor Hipólito, 14, aluno do 1º ano do ensino médio, está bastante ansioso, mas confiante e tem intensificado os estudos para fazer bonito na competição. “Durante a semana, estudo duas horas por dia exclusivamente para essa competição, faço aulas online, assisto vídeos no YouTube e tenho aulas em grupo no sábado, na Ufam(Universidade Federal do Amazonas)”, contou, empolgado. 

Destaque

Segundo professora, os jovens participaram Olimpiada Sem Fronteiras e ficaram em segundo lugar. O bom desempenho na competição fez com que os estudantes foram convidados para participar da competição internacional na Índia. 

Os alunos tem quatro horas de aulas aos sábados, onde são intensificados os estudos para a competição. De acordo com a educadora, os alunos são submetidos a aulas de raciocínio lógico e provas que foram aplicadas em competições internacionais nos anos anteriores.

Evento mundial

A equipe embarca no dia 30 de novembro para o  7º Torneio Internacional de Matemática,  que vai ocorrer entre os dias 2 a 5 dezembro na Índia e reúne alunos de vários países em cmpetições individual e por equipe. 

Segundo a professora Renata Yazaki, que dá aula para os quatro estudantes do Instituto Hilda Ferreira e é mãe de João Vitor Hopólito, que estuda no Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas, a competição terá atividades como provas oral e escrita, cálculo mental (que é individual), mas a maioria das provas são por equipe ao longo da semana. 

“São vários testes durante o dia e a semana. É uma competição com prestígio e eles estão muito empolgados em representar o Amazonas”, disse a professora. 

Além de matemática, os jovens também tem outro desafio: as provas são todas aplicadas em inglês. “É um desafio grande porque, além do conteúdo específico, eles tem que entender e falar inglês. Porém estamos confiantes de que eles vão representar bem o Amazonas”, disse. 

Publicidade
Publicidade