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Cotidiano
FINANÇAS

Amazonino Mendes nega que tenha deixado rombo de R$ 2,3 bi nas contas do Estado

O ex-governador afirmou que o novo governo de Wilson Lima não está considerando previsão de aumento de receitas 04/01/2019 às 10:13
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Foto: Arquivo A Crítica
acritica.com

O ex-governador do Amazonas, Amazonino Mendes, rebateu as declarações do governador Wilson Lima a respeito da situação financeira do Estado. Na última quarta (2), Wilson disse que recebeu o Estado com rombo superior a R$ 2,3 bilhões e dívidas que ultrapassam R$ 857 milhões. Amazonino afirma que é compreensível que o seu sucessor “recém-empossado ainda não conheça todos os números do Estado e por isso divulgue informações absolutamente equivocadas”.

Sobre o fato de que o governo não paga há vários meses as contas de energia, Amazonino diz que a empresa distribuidora deve R$ 1,7 bilhão em impostos para o Estado. “Nós pagamos a tarifa de energia até descobrirmos uma dívida de R$ 1,7 bilhão em ICMS da empresa. Paramos de pagar e oficializamos essa dívida que já foi devidamente reconhecida pelo Conselho de Recursos Fiscais e ajuizada. Ou seja, o valor que o Estado teria que pagar é infinitamente menor que o débito da distribuidora com o Estado”, detalhou.

O ex-governador disse ainda que Wilson Lima se equivoca ao confundir “rombo” com projeção orçamentária. Sobre a informação de que recebeu o Estado com um rombo de R$ 2,3 bilhões, Amazonino disse que é mais um equívoco, porque os dados revelados não levam em consideração a projeção do crescimento da arrecadação. “Quando recebemos o Estado o orçamento para 2018 era de R$ 15,3 bilhões, mas ao final realizamos 17,6 bilhões. “Superamos a receita projetada em R$ 2,3 bilhões graças a um grande esforço fiscal, aumentando a receita, combatendo a corrupção, a sonegação e eliminando desvios”, disse.

Agora, o orçamento aprovado pela ALE-AM para 2019 é de R$ 17,2 bilhões, menor que o realizado por nós em 2018. Esse valor não leva em consideração a projeção de crescimento de receita.

“O governador empossado tem que seguir os nossos passos e fazer uma política fiscal austera, buscando o crescimento de arrecadação e controle dos gastos. Nós fizemos um governo que administrou com muita responsabilidade as finanças e por isso que nos 15 meses não houve déficit público. Ao contrário, houve reconhecimento nacional pela ótima saúde financeira do Estado. E ainda realizamos o maior pacote de investimento em infraestrutura na capital e interior, sem contrair dívidas”, enfatizou.

Para o ex-governador, a afirmação de que sua gestão deixou um rombo bilionário é “uma agressão”. “Não projetar receita é um equívoco elementar de contabilidade é uma agressão descabida ao Meu governo”, disse.

Governo reitera

O Governo do Amazonas reiterou que os números levantados pela equipe de transição, apesar de terem tido acesso limitado aos sistemas de informações do Estado, mostram o déficit orçamentário de R$ 1,5 bilhão e dívidas superiores a R$ 857 milhões para o exercício de 2019. O Governo informa, ainda, que a dívida da concessionária de energia elétrica com o Estado, informada pelo ex-governador Amazonino Mendes, de fato existe, o que não isenta, de maneira alguma, a responsabilidade do Governo de ter que pagar dívidas contraídas.

Órgãos de controle

As informações compiladas pela equipe de transição, validadas inclusive por integrantes do governo Amazonino que fizeram parte da equipe, já foram encaminhadas para órgãos de controle estadual e federal que também poderão validar os dados.

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