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Anvisa concede registro a terceiro medicamento oral para hepatite C

Segundo o Ministério da Saúde, juntos, os medicamentos compõem um tratamento que oferece cura a cerca de 90% dos pacientes 30/03/2015 às 16:13
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A pasta havia pedido urgência na análise do registro do medicamento pela Anvisa
Agência Brasil ---

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu nesta segunda-feira (30) o registro do sofosbuvir, indicado para o tratamento da hepatite C crônica. Este é o terceiro medicamento aprovado para a doença desde o começo do ano. Segundo o Ministério da Saúde, juntos, eles compõem um tratamento que oferece cura a cerca de 90% dos pacientes.

O daclatasvir e o simeprevir são os outros dois remédios que compõem o trio registrado em 2015. Além de maior índice de cura, os remédios diminuem o tempo de tratamento de um ano para três meses, reduzem o número de comprimidos e são de uso oral. A expectativa do Ministério da Saúde é que o novo tratamento beneficie 60 mil pessoas nos próximos dois anos.

O registro dá apenas permissão para a comercialização do produto no país. Para que ele seja distribuído pela rede pública, é necessário que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) avalie a viabilidade. A expectativa do Ministério da Saúde é que a análise seja feita até o final deste ano.

A pasta havia pedido urgência na análise do registro do medicamento pela Anvisa, já que o considera de interesse estratégico para as políticas de tratamento de hepatite do Ministério da Saúde. No Brasil, calcula-se que de 1,4 a 1,7 milhão de pessoas estejam infectadas pelo vírus, sendo a maior parte com 45 anos ou mais.

A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). A transmissão ocorre, dentre outras formas, por meio de transfusão de sangue, compartilhamento de material para preparo e uso de drogas, objetos de higiene pessoal, como lâminas de barbear e depilar, alicates de unha, além de outros objetos contaminados com o vírus que tenham sido usados para fazer tatuages e colocar piercings. Há também transmissão vertical (de mãe para filho) e sexual.

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