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Anvisa esclarece que os repelentes não trazem riscos para grávidas

Desde que o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika na gestação e a microcefalia no bebê, foi recomendado que grávidas usem repelente 05/12/2015 às 13:39
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Uso dos produtos não faz mal desde que sejam registrados na Anvisa
Aline Leal (Agência Brasil) Brasília

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu que não há impedimento para que grávidas usem repelentes, desde que estejam registrados na própria agência reguladora e que sejam seguidas as instruções do rótulo.

Desde que o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika na gestação e a microcefalia no bebê, a pasta recomendou que, entre outras medidas, as grávidas usem o produto para se prevenir contra o mosquito Aedes aegypti, que é transmissor do vírus.

Segundo nota divulgada pela agência, estudos indicam que o uso tópico de repelentes, ou seja, direto na pele, à base de n,n-Dietil-meta-toluamida (DEET) por gestantes é seguro.

No entanto, a Anvisa alerta que tais produtos não devem ser usados em crianças menores de 2 anos. Em crianças entre 2 e 12 anos, a concentração dever ser no máximo 10% e a aplicação deve se restringir a três vezes por dia. Concentrações superiores a 10% são permitidas para maiores de 12 anos.

Além do DEET, no Brasil são utilizadas em cosméticos as substâncias repelentes Hydroxyethyl isobutyl piperidine carboxylate (Icaridin ou Picaridin) e Ethyl butylacetylaminopropionate (EBAAP ou IR 3535), além de óleos essenciais, como citronela. Embora não tenham sido encontrados estudos de segurança realizados em gestantes, esses ingredientes são reconhecidamente seguros para uso em produtos cosméticos, conforme literatura.

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