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Cotidiano
SAÚDE BUCAL

Aparelhos dentários previnem problemas na articulação que causam dores crônicas

Problemas como apinhamento, diastemas e má oclusão, se não tratados, podem evoluir e levar a dores nas articulações do rosto 27/09/2018 às 19:40 - Atualizado em 27/09/2018 às 19:41
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

A busca pelo sorriso perfeito levou a um boom no uso de aparelhos ortodônticos entre os brasileiros nas últimas décadas. Antes comum apenas entre crianças e adolescentes, o tratamento ganhou adeptos em todas as faixas etárias, inclusive entre idosos. Mas o principal benefício do sorriso alinhado é mesmo a saúde bucal, afirma a ortodontista Iara Ribeiro. Os aparelhos previnem e tratam doenças que podem prejudicar a alimentação e até causar dores crônicas.

Quem não vai regularmente ao dentista deve encarar com preocupação os dentes tortos. Problemas como apinhamento, diastemas e má oclusão, se não tratados, podem evoluir e levar a dores nas articulações do rosto, problemas como cárie, gengivite e tártaro, problemas na fala e até distúrbios do sono e na mastigação.

“A má oclusão, por exemplo, pode gerar dores na mandíbula, dores de cabeça, dores na face e outros distúrbios que dificultam a alimentação e a higienização. O aparelho ortodôntico tem a finalidade de melhorar a saúde bucal, devolvendo melhor oclusão ao paciente e, de quebra, oferecendo ganhos estéticos”, ressalta a ortodontista da Clínica Odontologia Moderna, localizada no bairro Vieiralves, zona centro-sul de Manaus.

Segundo Iara Ribeiro, os problemas na dentição surgem durante a formação da arcada dentária, quando ainda estão nascendo os dentes de leite. Esta fase é importante para que, no futuro, não seja necessário usar aparelhos corretivos. “Quando a criança apresenta problemas ortopédicos, por exemplo, apresenta ainda na fase de dente de leite. O importante é manter as consultas ao dentista em dias”, disse.

O desalinhamento dos dentes pode ser resultado de um problema ortopédico (deficiência óssea), ortodôntico (relacionados à simetria e falta de espaço) ou ainda de maus hábitos, como chupar dedo e usar chupeta. Em todas as situações, o tratamento é feito com o uso de aparelhos. A variedade é grande: de porcelana, safira, placas de acetato – os chamados invisíveis. Ao longo da última década, as inovações na área tornaram o uso dos aparelhos menos doloroso e mais discreto, ajudando na popularização.

“A dica preciosa é ir ao dentista de seis em seis meses para cuidar da saúde dos dentes, fazer a prevenção. Quanto mais precoce o tratamento, melhor para evitar dores de cabeça no futuro”, orienta a dentista.

Quando o tratamento começa ainda na infância, a resolutividade costuma ser mais rápida uma vez que os dentes estão em formação e respondem mais facilmente conforme a pressão exercida pelos aparelhos. Contudo, não há um tempo padrão para conclusão, seja em que idade ele ocorra. De acordo com a ortodontista, a evolução depende do tipo de técnica e aparelho empregado, dos cuidados de cada paciente e, também, do organismob de cada pessoa.

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