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Cotidiano
SEM PRESTÍGIO

Bancadas de políticos da região Norte estão sem prestígio nas comissões da Câmara

Dos 65 deputados federais dos sete estados da região apenas duas parlamentares vão presidir comissões em 2018: Marinha Raupp e Júlia Marinho 29/03/2018 às 15:50
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A Câmara dos Deputados funciona com 25 comissões permanentes. Apenas duas terão deputados do Norte à frente (Foto: Divulgação)
Antônio Paulo Brasília (DF)

Os líderes dos partidos, na Câmara dos Deputados, começaram as indicações para as presidências de comissões permanentes. Na primeira lista, nenhum dos oito deputados federais da bancada do Amazonas foi escolhido para comandar uma das 25 comissões em 2018. As legendas ainda podem negociar a composição, as presidências e vice-presidências dos colegiados até a sua instalação, que estava prevista para ontem, mas foi adiada para semana que vem.

Dos 65 deputados federais dos sete estados da Região Norte – Amazonas, Acre, Amapá. Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins – apenas duas parlamentares vão presidir comissões em 2018: Marinha Raupp (PMDB-RO) foi indicada para a Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia e Júlia Marinho (PSC-PA) para a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa.

Outra função importante no Parlamento, que demonstra prestígio político, é a escolha de deputados para lideranças dos partidos ou blocos. Entre os 30 líderes escolhidos, somente um é do Norte do Brasil: o “folclórico” deputado Wladimir Costa, do Pará, é o novo líder do Solidariedade. Ele vai comandar uma bancada de 13 deputados.

Dos oito deputados do Amazonas, Carlos Souza ocupa a 2ª vice-liderança do PSDB. Ele deixa a Câmara dos Deputados até 7 de abril, quando o deputado titular, Arthur Bisneto, assumirá a vaga após desincompatibilização do cargo de Secretário-Chefe da Casa Civil da Prefeitura de Manaus. O filho do prefeito Arthur Neto está sendo cogitado para ser o candidato a vice na chapa de Omar Aziz (PSD-AM) nas eleições de 2018.

 Vagas no Senado

No Senado, por ter apenas 81 membros, a distribuição de cargos nas mesas diretoras das comissões permanentes e nas lideranças partidárias é mais fácil e atende as demandas de quase todos os estado. O Amazonas, por exemplo, comanda a Presidência da Comissão de Serviços de Infraestrutura, com senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Em 2018, o senador Omar Aziz (PSD-AM), não vai mais ser o líder do bloco parlamentar Democracia Progressista, que reúne o PSD e o PP, mas continuará na liderança do partido no Senado. A senadora Vanessa Grazziotin é a única parlamentar do PCdoB na Casa, tornando-se automaticamente líder do partido. Este ano, ela também continuará na Procuradoria Especial da Mulher.

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) - considerada a mais importante, pois tem a prerrogativa de analisar a constitucionalidade e a admissibilidade de todas as propostas -, da Câmara dos Deputados, é a primeira indicação do maior partido na Casa: o PMDB. Quem vai presidi-la em 2018 é o deputado Daniel Vilela (GO).

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