Terça-feira, 18 de Maio de 2021
Queda da desocupação

Apesar da pandemia, Amazonas tem queda na taxa de desocupação

A pesquisa indica que uma das responsáveis pelo avanço no processo de ocupação laboral dos amazonenses foi a informalidade



show_1599917_88D53893-2BF7-41B5-8355-7C94118B808A.jpg Foto: Arquivo AC
10/03/2021 às 16:07

A Amazonas apresentou uma taxa de desocupação de 15,5% no último trimestre de 2020, apresentando uma queda de 1,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. Esse é um dos resultados divulgados na manhã desta quarta-feira, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios( PNDA), que indica que uma das responsáveis pelo avanço no processo de ocupação laboral dos amazonenses foi a informalidade.

“Todas as atividades econômicas mantiveram estável o número de trabalhadores ocupados. Mas, o ideal é que as atividades aumentem o número de contratados, assim promovam a queda da desocupação. O rendimento médio real dos trabalhadores manteve-se estável, com uma pequena flexibilização para baixo. Significa que não houve ganhos salariais. A massa de rendimento real manteve-se na casa de R$ 2,7 bilhões, com uma perda de R$ 28 milhões em relação ao trimestre anterior”, explicou  o Chefe do IBGE no Amazonas, José Ilcleson Mendes Coelho.  




Sem emprego com carteira assinada, os amazonenses se voltaram a abrir os próprios negócios ou buscaram ganhar o sustento com atividades sem registro, o que garantiu o crescimento no percentual de pessoas que conseguira trabalhar, mesmo nos tempos de crise sanitária que tem reflexo no processo socioeconômico do estado. Um total e 184 mil pessoas foram empregadas sem carteira assinada no 4º trimestre de 2020, cerca de  26 mil a mais em relação ao trimestre anterior no Amazonas.  


No último trimestre de 2020, o índice de pessoas que trabalharam por conta própria foi de 548 mil pessoas (32 mil a mais em relação ao trimestre anterior).
Já alta no número de trabalhadores na informalidade chegou a 939 mil pessoas, com uma taxa de 58,7%. O numero de pessoas ocupadas foi 1.601.000.
 “ Com mais pessoas desempregadas e necessitando sobreviver, essas pessoas precisam encontrar alguma alternativa para obter renda. Não havendo postos formais de trabalho, é buscar atuar por conta própria. Aquele empreendimento de sobrevivência, por necessidade. Temos um número significativo e a quase totalidade dekes atuando sem CNPJ”, disse José Ilcleson. 


De acordo com os dados da pesquisa, em relação ao nível de ocupação, o Amazonas apresentou um crescimento de 1,9 pontos percentuais do terceiro para o quarto trimestre, totalizando 1 milhão e 601 mil pessoas ocupadas no Estado ou 51,1% da população em idade de trabalhar. Mas, esse índice foi menor -3,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2019. 


Enquanto a taxa média anual de desocupação no Amazonas foi de 15,8%, a maior da série histórica da pesquisa;  apresentando estabilidade no quarto trimestre (15,5%). O estado teve a 7ª maior taxa de desocupação do país no último trimestre de 2020. Entre julho, agosto e setembro o Amazonas tinha a 11ª maior taxa.
O número de pessoas ocupadas no 4º trimestre foi de 52 mil trabalhadores a mais, em relação ao trimestre anterior; variação de 3,4%. Enquanto, no 4º trimestre, 38 mil pessoas entraram na força de trabalho, 58 mil deixaram o emprego. Um total de 294 mil pessoas que procuram alguma fonte de renda, ainda estão  sem trabalhar no estado. 


“ Isso é reflexo de um menor número de pessoas que procurara emprego, entre outras coisas. O Amazonas etsá entre as 10 cidade com maiores taxas de desocupação  do país. As maiores são em Alagoas e Bahia e a menor em Santa Catarina”, explicou José Ilcleson.

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