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Cotidiano
Retomada do turismo

Apesar do cenário adverso, brasileiros se planejaram e deram guinada no turismo de lazer

Do ponto de vista dos destinos, 62% da procura recai sobre viagens domésticas e 38% sobre viagens internacionais, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) 17/07/2016 às 15:40 - Atualizado em 17/07/2016 às 19:48
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Destinos nacionais como em Maceió (AL) e especialmente o Nordeste representam 62% da procura por pacotes de viagens, de acordo com a ABAV. (Fotos: Divulgação/ CVC)
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

Julho é mês de férias escolares e período que muitas famílias aproveitam para viajar e descansar da rotina diária. Mas com as condições econômicas desfavoráveis,  real desvalorizado durante o ano, bilhetes aéreos mais caros e reajuste de serviços, as famílias estão revendo orçamento e até adiando os planos de viagens. O investimento requer planejamento, já que neste período as viagens ficam até 100% mais caras que em meses de baixa estação.

Mesmo com cenário adverso, o setor de agências de viagens registrou um acréscimo de 6% nas viagens a lazer, em relação a julho de 2015. Do ponto de vista dos destinos, 62% da procura recai sobre viagens domésticas e 38% sobre viagens internacionais, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV).

A empresária Claudia Mendonça, da Paradise Turismo, destacou que houve uma sensível baixa das vendas no Amazonas em função do momento ainda delicado da economia brasileira. Ela, que é presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem no Amazonas (ABAV-AM), disse que há cerca de 90 agências em atuação em Manaus, que comercializam desde intercâmbio culturais e estudantis, roteiros turísticos e passagens aéreas.

“Não vendemos bem, essa é a tendência em todos os segmentos com queda. Mas estamos confiantes em retomar o movimento, agora que vimos que está equilibrado e o câmbio mais baixo. As pessoas fazem sua programação com seis meses de antecedência para viajar em julho”, destacou.

Cláudia explica que a vantagem do agente de viagem é ter tarifas negociadas, segurança e planejamento. Mesmo para quem quer comprar só a passagem, as agências prometem destinos com boas tarifas: “Temos bloqueios com tarifas reduzidas e datas estipuladas então fica mais barato que as tarifas online”, disse Cláudia.

Os destinos internacionais mais curtidos pelos amazonenses são Estados Unidos (Miami) e Caribe (Aruba, Margarita, Curaçao, Panamá). enquanto a maior frequência de voos domésticos são para Belém, Fortaleza e Rio de Janeiro.

A empresária Isabel Távora, dona das franquias da CVC em Manaus, ressaltou que 2016 foi um ano inteiro de gap e defasagem das companhias áreas no Brasil. A saída temporária das empresas aéreas que operavam com voos nacionais e internacionais para Manaus abalaram o setor e, mesmo com anúncio retorno recente, não serão na mesma frequência que antes. Entre eles estão operações para Boa Vista, Fortaleza, Rio de Janeiro, Miami (EUA) e Lisboa (Portugal).

 Classe A sem crise para viajar

Há 34 anos trabalhando com pacotes turísticos para os Estados Unidos e Caribe, Acram Isper, da Tio Acram Turismo, disse que com seu público não tem crise. Segundo ele, houve incremento de 12,3% nos negócios, especialmente devido a queda do dólar nos meses de maio e junho. “Sou um sobrevivente, todos que começaram comigo nessa época fecharam. Meu nicho é diferenciado, trabalho para o público classe A que não deixou de viajar nesse período”, contou.

Por incrível que pareça, segundo os donos de agências as facilidades da internet não inibiram o trabalho dos agentes de viagem. “A internet é apenas um instrumento de apoio no cliente. Passagem aérea pode comprar. Mas pra viajar pra fora tem que ter uma estrutura e segurança que só uma agência séria pode oferecer”, observou Acram.

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