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Cotidiano
Tecnologia

APP desenvolvido por alunos de Manacapuru ajuda a estudar para o vestibular

O Gregt Vestibulando armazena o conteúdo do Ensino Médio e pode ser acessado independente de Internet, por meio de smartphones e tabletes 29/05/2016 às 14:06 - Atualizado em 29/05/2016 às 18:51
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Ao todos, estudantes do projeto Soft-AM desenvolveram mais de 20 ferramentas, todas voltadas para a tecnologia da informação. (Divulgação)
Kelly Melo Manaus (AM)

O estudante do Ensino Médio, Guilherme Mello de Souza, sonha em ser programador de softwares profissionalmente. Mas o que ele não esperava era que o desejo fosse se realizar tão cedo: Aos 15 anos, ele e outros seis amigos da escola estadual Nossa Senhora de Nazaré, no município de Manacapuru (distante 70 quilômetros de Manaus), começaram a desenvolver aplicativos para smartphones e tabletes dentro da escola, como o “Gregt Vestibulando”, uma ferramenta que vai auxiliar estudantes a se preparem para o vestibular.

O projeto começou no ano passado, quando os alunos ingressaram no Programa de Formação de Desenvolvedores de Software do Interior do Amazonas (Soft-AM), fomentado por  uma parceria entre o Estado, Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi) e a empresa TPV, que atua no Polo Industrial de Manaus (PIM). Hoje, o grupo  sonha até em disponibilizar os produtos na web, para que os estudantes, principalmente do interior, tenham mais uma ferramenta de estudos para encarar um vestibular e entrar para uma universidade.

App off-line

O primeiro trabalho de uma das equipes, formada pelos estudantes Gabriel Souza, Raylane Franco, Elton Andrade, Guilherme Melo e Thailson Clementino, é um aplicativo “off-line” para smartphones e tabletes, que disponibiliza o conteúdo programático dos assuntos estudados no Ensino Médio, divido por disciplina e série.

O próximo passo agora é modificar a versão para possibilitar que os estudantes  realizem exercícios e simulados no próprio app e assim, testar as suas habilidades com os conteúdos estudado. “Nós pensamos em uma forma de ajudar os colegas porque no interior o acesso a internet é mais difícil, o sinal é fraco. E como temos uma carência muito grande de livros para estudar, decidimos colocar tudo no app. Vamos precisar da internet só para baixá-lo, mas os assuntos vão ficar disponíveis, mesmo se estivermos sem rede”, explicou Guilherme.

De acordo com ele, o “Gregt Vestibulando” só depende de internet para ser baixado. “O conteúdo fica disponível off-line”, destacou o aluno. O sistema vai ser disponibilizado para a plataforma Android, mas eles já planejam criar versões para as plataformas Windows Phone e IOS. A ideia também é, em breve, lançar o produto na rede para ser acessado por qualquer pessoa. 

Para o estudante Elton Andrade, 15, a experiência de criar o app foi positiva. “Foi algo novo e ao mesmo tempo, muito prazeroso. É como diz o ditado: a prática leva a perfeição e com a prática, eu pude aprender tudo o que foi discutido em sala de aula”, afirmou.

Curiosidade

A sigla G.R.E.G.T é a junção da primeira letra do nome de cada um dos alunos desenvolvedores, que são os alunos do 2º ano do Ensino Médio: Gabriel Souza, Raylane Franco, Elton Andrade, Guilherme Melo e Thailson Clementino. Agora, a equipe trabalha não só na atualização da primeira versão do aplicativo como também na criação de outras duas ferramentas, que poderão ser utilizadas no comércio de Manacapuru.

Professores avaliam resultados

O professor Deyvid Marinho foi um dos que acompanhou o desenvolvimento dos alunos. Para ele,  o projeto mudou o pensamento e o comportamento dos estudantes. “O programa trouxe perspectiva para esses adolescentes. Muitos deles chegaram aqui desacreditados e hoje  pensam na profissão que querem seguir futuramente e se dedicar mais aos estudos”, afirmou.

O coordenador do polo da Fucapi em Manacapuru, Erivan Barbosa, também destacou o comprometimento dos demais alunos envolvidos no projeto Soft-AM. “Atendemos 400 alunos da rede pública e eles trabalharam no desenvolvimento de 22 aplicativos, em diversos segmentos. A ideia é que em um futuro próximo, essas ferramentas possam, realmente, serem utilizadas aqui no município”, completou o coordenador.

Ainda de acordo com Barbosa, hoje, dos 50 alunos que tiveram o melhor desempenho nas atividades estão recebendo uma bolsa no valor de R$ 600 da empresa que apoia a iniciativa.

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