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Após 1 ano e meio na Austrália, estudante da Estácio AM retorna pelo ‘Ciência Sem Fronteiras’

De volta a Manaus, Thaís Sobanski conta tudo que aprendeu durante o período que esteve estudando na Queensland University of Technology, classificada como a melhor universidade australiana com menos de 50 anos, por revista 27/02/2015 às 13:00
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Thaís diz que está feliz com o aprendizado na Queensland University of Technology, classificada como a melhor universidade australiana com menos de 50 anos
Jornal A Crítica Manaus (AM)

“Uma experiência de vida única”. Essa é definição da estudante de Biomedicina da Faculdade Estácio Amazonas, Thaís Sobanski, 24, após o retorno da viagem de um ano e meio para a Austrália, pelo programa do Governo Federal “Ciência Sem Fronteiras”.

De volta a Manaus há duas semanas, para concluir o último ano de faculdade, Thaís conta que ainda está se acostumando novamente com o fuso horário e com a rotina da cidade, mas está muito feliz com tudo o que aprendeu durante o período que esteve estudando na Queensland University of Technology, classificada como a melhor universidade australiana com menos de 50 anos, pelo Ranking de 2013 da revista Times Higher Education.

A passagem pela universidade australiana lhe rendeu convite para estágio, que ela aceitou e fez, e para cursar o Mestrado, no próximo ano.

Para Thaís, além de ser uma excelente oportunidade profissional, o tempo que passou fora do Brasil foi um grande desafio pessoal, pois conviver com uma cultura diferente e longe da família não é nada fácil. “Tive que me habituar a ficar longe dos meus pais, mas o mais difícil foi me acostumar com a metodologia de estudo adotada lá. Diferente daqui, as turmas são muito grandes e os alunos não têm uma relação muito próxima com os professores. Os trabalhos, por exemplo, são entregues por e-mail”, explicou.

De acordo com Thaís, a decisão de participar do processo seletivo do programa foi dela, mas o pai ficou bastante preocupado quando ela foi selecionada e chegou a dizer que não queria que a filha viajasse. Depois de entender o quanto era importante para a carreira dela, acabou aceitando e apoiando. “Tive que explicar pra ele como funcionava o programa e depois ele aceitou e gostou da ideia”, relatou. Sempre dedicada aos estudos, Thaís se destacou no período que esteve na universidade e foi convidada para estagiar no Tranlational Research Institute. “O estágio era de três semanas e acabou virando três meses”, disse.

Segundo a estudante, o estágio na área ‘Reparo de DNA – com ênfase em câncer’ foi muito importante para ela colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante as aulas e lhe rendeu um convite para retornar ao país no ano que vem, para cursar o Mestrado. “Sempre quis atuar no campo da pesquisa, porque sei que dessa forma posso ajudar muitas pessoas. Esse convite só reforça minha vontade de seguir por esse caminho”, ressaltou.

Saiba mais sobre o Programa

Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional.

A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros.

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