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Cotidiano
Maria da penha 10 anos

Mulheres buscam apoio na DPE-AM para conseguir dar entrada em divórcio litigioso

Defensoria deixou uma equipe itinerante no estacionamento da Delegacia Especializada de Combate ao Crime contra a Mulher, no Parque Dez 20/08/2016 às 09:49 - Atualizado em 20/08/2016 às 11:24
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Defensora Caroline Braz diz que centenas foram buscar ajuda na DPE/AM. (Foto:Antonio Lima)
Kelly Melo Manaus (AM)

A vendedora Priscila da Silva Lima, 18, deu a volta por cima após ter sido agredida pelo companheiro, de quem se separou há sete meses. Ontem, ela buscou ajuda na Defensoria Pública do Estado (DPE-AM)  para conseguir dar entrada no divórcio litigioso, pois ainda encontra resistência por parte do ex-marido. 

A jovem contou que casou em outubro 2015, mas o relacionamento que  tinha dois anos, não durou mais de cinco meses devido as constantes brigas que o casal tinha, a maioria delas motivada por ciúme.

“Eu trabalho na feira com o meu pai e sempre que a gente recebe mercadorias, faço o contato com os entregadores, faço a conferência dos produtos e ele não gostava disso porque a maioria das pessoas que eu tratava era com homens. Além disso, ele também reclamava quando eu ia para escola porque achava que eu não iria assistir às aulas”, disse ela.

O ápice do desentendimento entre eles foi quando depois de uma briga, o marido jogou Priscila contra a parede e ela bateu a cabeça. Uma crise de ciúme, ele chegou a puxar uma faca e ameaçá-la de morte caso quisesse se separar dele. “Na hora eu fiquei tão assustada que não consegui fazer nada, a não ser chorar. Apesar da ameaça, decidi que ia sair de casa e recomeçar a minha vida”, afirmou. 

A vendedora não chegou a denunciar o ex na delegacia, mas por iniciativa própria, optou por se distanciar de qualquer convivência com ele. Agora, para que o vínculo seja totalmente desfeito, ela quer buscar a separação.

“Ele tentou voltar, mas eu não quis porque se ele foi capaz de me bater uma vez, poderia fazer outras vezes. Então não quero nenhum tipo de contato com ele hoje em dia. Por isso, optei por não chamá-lo para uma audiência porque eu sei que ele vai querer dificultar”,  explicou. 

Itinerante

De acordo com a Defensoria Pública Caroline Braz, assim como Priscila, centenas de mulheres buscaram algum tipo de apoio da Defensoria Pública do Estado (DPE-AM) que, até nesta sexta-feira (19), deixou uma equipe itinerante no estacionamento da Delegacia Especializada de Combate ao Crime contra a Mulher (DECCM), no Parque Dez, na Zona Centro-Sul.

Problemas relacionados a pensão alimentícia, guarda dos filhos, divórcio e dissolução de união estável foram os principais tipos de atendimentos oferecidos, mas casos de violência doméstica foram os que mais chamaram a atenção.

“Tivemos uma demanda muito grande porque às vezes as pessoas não sabem a quem recorrer. Vimos muitos casos de violência e esses primeiro procuramos resolver o problema criminal, encaminhando essa vitima à delegacia, e depois as questões jurídicas”, explicou a defensora, que coordena as ações da Defensoria nos Bairros, que leva um ônibus da instituição para vários pontos da cidade. 

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