Publicidade
Cotidiano
Notícias

Após assembleia, servidores da Suframa aprovam paralisação

Objetivo é reivindicar melhorias para funcionários da autarquia; prejuízo pode ser de R$ 200 milhões por dia 12/11/2013 às 08:23
Show 1
A autarquia tem ao todo 400 servidores, que pedem reajuste há dois anos
Adan Garantizado Manaus, AM

Cerca de 400 servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), aprovaram nesta segunda (11), em assembleia, uma paralisação de alerta nos dias 21 e 22 de novembro. O prejuízo estimado pelo Sindicato dos Servidores da autarquia (Sindiframa) é de até R$ 200 milhões por dia na economia local. Caso não tenham as reivindicações atendidas, os trabalhadores seguirão com a greve por tempo indeterminado.

Os servidores alegam uma infra-estrutura deficitária na Superintendência, principalmente no setor de vistoria de mercadorias. A ausência de um local apropriado para almoço dos funcionários e a defasagem dos salários são outras reivindicações. “Fizemos uma tabela salarial, comparando as nossas remunerações com outras autarquias e institutos federais. Um auxiliar de serviços gerais do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), hoje recebe mais do que um servidor de nível superior na Suframa. Isto é um absurdo”, disparou o presidente do Sindiframa, Estênio Borges da Encarnação.

Ele alertou que atividades externas importantes para o dia-a-dia da Zona Franca, como a fiscalização de mercadorias e o acompanhamento de projetos industriais serão totalmente paralisados. Assim, toda mercadoria incentivada e insumos para indústria e bens para o comércio em geral, devem ficar retidos durante a paralisação. “Tentamos negociar as questões salariais com o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (Mdic), mas eles vetaram os reajustes em 2010 e no ano passado. Na última reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), apresentamos nosso plano salarial e notificamos todos os presentes, mas ninguém se manifestou. Se os canais de negociação continuarem fechados, nós vamos seguir com uma greve por tempo indeterminado”, frisou Estênio.

Publicidade
Publicidade