Sábado, 07 de Dezembro de 2019
SOLUÇÃO ?

Após crise eleitoral na Bolívia, Bolsonaro defende voto impresso no Brasil

Pressionado por um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) que indica 'irregularidades' nas eleições de outubro, Evo Morales, presidente da Bolívia, renunciou ao cargo nesse domingo (10)



b47da65cf84bbe59c08508659e0d4cea4f6d9fde_78CD4F77-A7A6-41DD-8649-6BAC94E30AC5.jpg Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
11/11/2019 às 07:59

 O governo brasileiro considera que a renúncia do presidente da Bolívia, Evo Morales, não representa um golpe, uma vez que uma “tentativa de fraude eleitoral maciça deslegitimou” o líder boliviano, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Morales renunciou ao cargo no domingo (10) em meio a uma grave crise política deflagrada por acusações de fraude na eleição de outubro que o reconduziria ao poder.

“Não há nenhum golpe na Bolívia. A tentativa de fraude eleitoral maciça deslegitimou Evo Morales, que teve a atitude correta de renunciar diante do clamor popular. Brasil apoiará transição democrática e constitucional. Narrativa de golpe só serve para incitar violência”, disse o chanceler brasileiro em publicação no Twitter, no domingo.



O Ministério das Relações Exteriores informou que a posição do ministro, assim como postagem do presidente Jair Bolsonaro na mesma rede social, contêm a posição do Brasil sobre a questão boliviana.

Em sua publicação, Bolsonaro disse que a renúncia de Bolsonaro traz como lição para o Brasil a necessidade do voto impresso para que as eleições possam ser auditadas.

“Denúncias de fraudes nas eleições culminaram na renúncia do presidente Evo Morales. A lição que fica para nós é a necessidade, em nome da democracia e transparência, contagem de votos que possam ser auditados. O voto impresso é sinal de clareza para o Brasil!”, afirmou.

A renúncia de Morales, anunciada pela tevê, ocorreu horas depois de o líder convocar novas eleições, pressionado por um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgado na madrugada de domingo, que indica “irregularidades” nas eleições de outubro.

A convocação de nova eleição foi rejeitada pela oposição, que pediu a renúncia de Morales, assim como as Forças Armadas.

Morales, que assumiu o poder em 2006, ganhou as eleições em 20 de outubro, mas a contagem dos votos foi suspensa inexplicavelmente durante quase um dia, o que provocou acusações de fraude e deflagrou protestos da oposição, greves e bloqueios de estradas no país.

O Itamaraty também informou que não recebeu qualquer pedido de sobrevoo da parte de Morales, após relatos da mídia boliviana no fim de semana de que o governo brasileiro teria proibido Morales de sobrevoar o país.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.