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Cotidiano
AVALIAÇÃO

Após críticas, Bolsonaro admite recuar em fusão de Agricultura e Meio Ambiente

Presidente eleito afirmou que a ideia foi discutida e pode ser revista, mas disse que gestão ambiental não terá 'caráter xiita' de governos anteriores 01/11/2018 às 16:32 - Atualizado em 01/11/2018 às 16:34
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(Foto: AFP)
acritica.com Manaus

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, durante entrevista coletiva a redes de TV católicas, que os Ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, "pelo que tudo indica", devem permanecer separados. A declaração foi dada na tarde de hoje, dois dias após a fusão ser anunciada pelo coordenador econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes.

A decisão foi alvo de muitas críticas e, pelo que Bolsonaro deu a entender, foi repensada. "Serão dois ministérios distintos, mas com uma pessoa voltada para a defesa do meio ambiente sem o caráter xiita, como feito nos últimos governos", disse ele, na coletiva de imprensa.  Ele admitiu que a fusão foi discutida, mas deve ser modificada pela equipe do presidente eleito.

Mesmo que mantenha as duas pastas, Bolsonaro afirmou que a política ambiental passará por mudanças. "Nós pretendemos proteger proteger o meio ambiente, sim, mas não criar dificuldades para o progresso."

De acordo com a Folha de São Paulo, o aceno para um recuo já havia sido feito no final da tarde desta quarta (31) por Luiz Antônio Nabhan Garcia, presidente da UDR (União Democrática Ruralista). Segundo ele, a questão só será definida “ao longo de muita conversa”. ​

A unificação das pastas era uma promessa de campanha do presidente eleito, mas quando anunciada foi criticada pelos atuais ministros das duas pastas, Edson Duarte, do Meio Ambiente, e Blairo Maggi, da Agricultura.

Duarte afirmou que a fusão poderia trazer prejuízos para ambas as pastas, inclusive para o agronegócio. Maggi, que tem atuação como investidor no setor de soja, lamentou via Twitter a possibilidade de fusão e afirmou que a decisão traria "prejuízos incalculáveis ao agronegócio brasileiro".

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