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Após denúncia de larvas em comida, UEA abre licitação para escolher nova lanchonete

Na terça-feira (18), alunos encontram várias larvas na pimenta servida na cantina e gravaram um vídeo 21/08/2015 às 15:22
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Após vistoria, lanchonete foi fechada
Rafael Seixas Manaus (AM)

A assessoria de imprensa da UEA enviou nesta sexta-feira (21) uma nota avisando que uma nova licitação será aberta para substituição da lanchonete Tupã, após a Vigilância Sanitária de Manaus (Visa Manaus) interditá-la na última quinta-feira (20). A cantina fica na Escola de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (Esat/UEA), localizada na rua Leonardo Malcher, 1.728, Centro de Manaus. 

“A Universidade do Estado do Amazonas informa que uma nova licitação será feita a fim de substituir a empresa responsável pelo fornecimento de lanches na cantina localizada na Escola Superior de Artes e Turismo (Esat), na capital amazonense”, disse a assessoria da universidade.

A Visa Manaus interditou o local considerando a ausência de boas práticas sanitárias e higiene mais apropriada no local, o que configurou auto de infração devido à qualificação de risco sanitário. Na terça-feira (18), alunos encontram várias larvas na pimenta servida na cantina e gravaram um vídeo (assista). O Portal A Crítica denunciou o caso.

Ainda em nota, a Gestão Superior da UEA ratificou o compromisso e a preocupação com o bem-estar dos estudantes, garantindo que todas as providências que se fizerem necessárias serão tomadas. “Acrescentamos que a atual prestadora foi formalmente notificada pela UEA para prestar os devidos esclarecimentos nas formas da Lei”.

A Visa Manaus também foi acionada por denúncias ao 0800. Uma equipe de fiscais estará no local para verificar as condições dos produtos oferecidos para consumo dos estudantes, alvo de reclamações nos últimos dias ao órgão.

Relembre o caso

Alunos da UEA encontraram tapurus na pimenta utilizada na lanchonete da Esat, por volta das 16h, da última terça-feira (18). A aluna Iris Brasil, 18, do curso de Teatro da UEA, acabou utilizando a pimenta num salgado comprado na cantina, sem perceber que o conteúdo estava repleto de larvas.

“Estava comendo normal, não me toquei de nada e deixei a cantina. Quando se passaram quase 20 minutos, o Jean Palladino, um dos meus amigos que estavam comendo comigo, me ligou dizendo que eu tinha que tomar algum remédio porque tinha acabado de encontrar vários tapurus no frasco da pimenta. Então subi até a lanchonete para saber o que tinha acontecido, mas já tinham entregado o frasco e filmado. Os funcionários do refeitório já tinham se livrado daquilo. Fui falar com a responsável (nome não informado) e disse que deveria ter o mínimo de higiene. Ela respondeu dizendo que somos nós (alunos) que comemos ali. Ela não me ajudou em nada e pouco ligou para o que aconteceu”, relatou a universitária, que já formalizou a denúncia no Departamento de Vigilância Sanitária (Visa Manaus).

“Quando a Iris saiu da cantina, eu fiquei prestando atenção na mesa e acabei olhando minuciosamente para o frasco da pimenta. Foi quando chamei o pessoal e mostrei os vários tapurus. Fomos então falar com a funcionária da lanchonete e, depois de um tempo, vimos eles (funcionários) retirando todos os fracos de pimenta das mesas”, contou Jean Palladino, 22, também universitário do curso de Teatro da UEA.

De acordo com a ouvidoria da Visa Manaus, não consta nenhuma denúncia anterior contra a lanchonete presente na Esat. O gerente de produtos do órgão, Fernando Branco, não soube precisar quando foi realizada a última fiscalização no local, pois precisaria de algumas horas para verificar o arquivo da instituição.

“Vamos fiscalizar o local e esse problema será coibido. Se for comprovada a denúncia, a lanchonete será multada ou interditada, caso conste risco eminente à saúde pública”, disse Branco.

Posicionamento

Em nota, a assessoria de imprensa da UEA informou que a denúncia não foi formalizada na instituição de ensino, mas tomou ciência do fato informalmente. Por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex), entrou em contato com a direção da Esat que está formalizando a denúncia para que se possa notificar o fornecedor na forma da Lei.

Com isso, serão tomadas as providências legais cabíveis para tal ocorrido. A UEA comunica que a concessão de espaços dentro da universidade é feita através de processo licitatório, e, sendo o fornecedor notificado, o mesmo terá direito à ampla defesa e ao contraditório. 

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