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Após denúncia de peculato, prefeito de Boca do Acre continua preso e AAM vai tentar livrá-lo

Iran Lima terá o apoio da Associação Amazonense dos Municípios, da qual é presidente, para sair da prisão 04/12/2014 às 09:42
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Iran Lima, prefeito de Boca do Acre, foi detido por suspeita de peculato
Luciano Falbo Manaus (AM)

A Superintendência da Polícia Federal do Acre confirmou ontem que o prefeito de Boca do Acre (a 1.038 quilômetros de Manaus), Iran Lima (PSD), continua preso na delegacia do município. Ele foi detido em flagrante  na tarde da terça-feira após denúncia do  Ministério Público do Amazonas (MP-AM) de prática de peculato. Segundo o promotor do MP-AM Armando Gurgel, Iran Lima estava pagando sua empregada doméstica com dinheiro da prefeitura.

Em nota encaminhada ontem, a Associação Amazonense de Municípios (AAM), que é presidida por Iran Lima, afirmou que “todas as medidas jurídicas cabíveis estão sendo adotadas para restabelecer” a “plena liberdade” do prefeito, “em respeito às leis do País”.

“Os fatos que geraram a prisão do prefeito necessitam ser apurados e carecem do pleno esclarecimento dele, até mesmo em privilégio ao princípio do contraditório e ampla defesa, inerente a qualquer cidadão brasileiro”, frisou a nota. “A AAM acredita na inocência de seu presidente e está solidária com sua família e com o povo de Boca do Acre que o tem como líder maior”, finalizou.

O presidente da Câmara de Vereadores de Boca do Acre,  Radir Magalhães (PSD), que está em Manaus, disse que ainda não tinha sido comunicado oficialmente da prisão do prefeito e que estava tendo dificuldade para falar com os outros vereadores por telefone. O  representante da prefeitura em Manaus, Francisco Lasmar, também disse que ainda não conseguiu contato com o município.

Também na terça-feira foi  deflagrada,  no município, a “Operação Rancho”, que investiga a doação de cestas básicas em troca de votos durante as eleições. A casa do prefeito foi vasculhada. Segundo a PF, ao todo, foram 11 mandados cumpridos  em Boca do Acre. Entre as buscas, constam a sede da Prefeitura, duas secretarias municipais, um gabinete da Câmara Municipal, além das residências do prefeito, de dois secretários municipais e de uma vereadora.

Prisão e operação

Além da prisão por peculato, a Polícia Federal deflagrou, no município, uma operação para investigar a doação de cestas básicas em troca de votos durante as eleições. A casa de Iran  Lima, a prefeitura e secretarias foram vasculhadas pela PF.

Suspeita de desvio de verbas da educação em Coari

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) vai investigar  se os recursos para a compra de material escolar e para o transporte de professores e alunos estão sendo desviados no Município de Coari (distante 370km de Manaus). O procedimento preparatório – investigação inicial que pode resultar em um inquérito civil ou ação civil pública –  é de autoria do promotor José Felipe Fish, titular da 2ª Promotoria de Coari.    

O promotor afirma ter recebido denúncia de que o  material escolar para os alunos da rede pública de ensino do município desse ano não foi repassado  e que  os recursos da Associação dos Pais e Mestres também não foram transferidos. De acordo com o promotor de Justiça, a denúncia também afirma e que os professores “estão sendo ameaçados e obrigados a arcar com os custos de catraieiros, combustível e locação de motor de popa para poderem se descolar para as escolas da zona rural”.

José Fish ressalta que a situação está prejudicando  a execução do calendário escolar porque  não estão sendo transportados diariamente e os dias estudados não teriam ultrapassado 40, durante todo o ano. “O que revela que o dinheiro destinado à educação, neste município, está sendo mal empregado e talvez desviado”, afirma o promotor na portaria de instauração do procedimento.

 A assessoria de comunicação da Prefeitura de Coari afirmou que respeita o papel do Ministério Público, que a procuradoria do município  vai prestar todos os esclarecimentos e que até o momento não foi notificada.


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