Publicidade
Cotidiano
Notícias

Após exoneração, novo nome para a Secretaria de Inteligência será divulgado nesta quinta (18)

Em entrevista ao A CRÍTICA, José Melo afirmou que não quer mais um “Czar” como chefe da Secretaria de Estado Adjunta de Inteligência (Seai) 18/09/2014 às 11:37
Show 1
Thomaz Vasconcelos não quis dar entrevista
acritica.com Manaus (AM)

O delegado de Polícia Civil Thomaz Vasconcelos Dias perdeu o status de “homem forte” do governo do Estado na manhã desta quarta-feira (17). Ele foi dispensado do cargo de secretário de Inteligência pelo governador José Melo. Thomaz ocupava a função há quase dez anos e perdeu o posto em meio à onda de assaltos em série, inclusive a banco, que tomou conta de Manaus nos últimos dias.

Em entrevista ao A CRÍTICA, José Melo afirmou que não quer mais um “Czar” como chefe da Secretaria de Estado Adjunta de Inteligência (Seai). “Ao invés de ter um imperador, vamos ter três pessoas cuidando da Inteligência, com representatividade”, disse o governador. Ele informou que definirá os nomes nesta quinta-feira. “Hoje, você tinha o Thomaz, mas tinha também a Polícia Civil e a Polícia Militar, cada um com seu serviço de inteligência. Mas eu quero um serviço de inteligência comunicantes”, argumentou.

Para Melo, é obrigação do titular da pasta de Inteligência municiar as polícias Civil e Militar de informações que possam favorecer o serviço de segurança ostensiva e de investigação, o que, de acordo com ele, não vinha ocorrendo. Segundo José Melo, as informações coletadas por Thomaz Vasconcelos Dias não eram compartilhadas. Thomaz era responsável pelo sistema Guardião, que monitora ligações telefônicas com autorização da Justiça.

“Não pode a Secretaria de Inteligência e as polícias não se comunicarem. De repente a gente tem um assalto que poderia ter sido evitado se houvesse uma comunicação entre esses órgãos. Essa comunicação vinha faltando”, sustentou José Melo. “Eu quero um sistema de segurança pública que compartilhe as informações. Informações têm que ser compartilhadas, evidentemente com as pessoas certas, para que a gente possa antecipar as ocorrências, muitas delas podem ser antecipadas com toda certeza”.

Melo ainda afirmou que o assalto à agência do banco Itaú, na segunda-feira, poderia ter sido evitado. “Aquele é o típico assalto que o serviço de inteligência tinha a obrigação de ter informações das movimentações. Um assalto daquele, planejado, não acontece sem que alguém não saiba do que está acontecendo”.

Procurado por A CRÍTICA, Thomaz não quis dar entrevista. “Não vou comentar nem fazer nenhuma avaliação sobre o meu trabalho ou a decisão da minha saída, que cabe somente ao Executivo, ao governador”, limitou-se a dizer.

Publicidade
Publicidade