Sábado, 25 de Maio de 2019
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Após iniciada a privatização da Amazonas Energia, sindicato teme apagão no Estado

Além da perda de 5 mil empregos, entidade sindical aponta risco de apagão generalizado se distribuidora local for vendida



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Segundo o Sindicato dos Urbanitários do Amazonas, pelo menos cinco mil empregos correm perigo com privatização
14/01/2016 às 13:23

“Não são somente as demissões de 2 mil trabalhadores diretos e mais de 3 mil indiretos. O processo de privatização vai levar ao interior a situação de apagão generalizado”.

Quem afirma é o presidente do Sindicato dos Urbanitários do Amazonas (STIU-AM), Edney Martins, sobre o processo de privatização das distribuidoras de energia já iniciado pelo governo federal.

A primeira empresa do sistema Eletrobras a ser vendida será a Celg, de Goiás. Ainda não há data para realização do leilão. O governo afirma que não está na pauta a privatização de outras empresas, mas os trabalhadores do segmento em todo o País têm pressionado para evitar a privatização.

Para o sindicalista, a venda das empresas “nada mais é que uma manobra do governo federal para isentar-se da responsabilidade de gerir empresas que são de grande importância para o País”, destaca.

De acordo com representantes sindicais, a estratégia menos danosa à população em relação à distribuição de energia consiste na criação de uma nova holding, empresa que detém a posse majoritária de ações de outras empresas, centralizando o controle sobre as subsidiárias. “E essa estaria ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), sendo 100% pública”, destaca Martins.

Exemplos

O sindicalista cita o exemplo do Pará, onde a distribuidora local foi vendida duas vezes nos últimos três anos, e o custo da energia teria subido 280%.  “O mesmo aconteceu no Maranhão, e se isso acontecer no Amazonas. Será pior porque aqui temos um agravante que é a dificuldade que temos com logística”, complementa Martins.

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que as empresas citadas, pertencem à Eletrobrás, que é uma empresa de capital aberto, com vários acionistas. Da parte do acionista majoritário (o governo), “tem que haver um trâmite que passa pelo Conselho Nacional de Desestatização, que não é de responsabilidade do Ministério, onde ele é apenas consultado”, comunicou. 

Já a Eletrobrás informou em nota que não há o que manifestar sobre as afirmações, e anexou um documento que comprova a retirada do tema da pauta da 164ª Assembleia Geral Extraordinária, realizada dia 28 de dezembro de 2015. Estava prevista a discussão das  providências imediatas para a venda do controle acionário, até o final de 2016, das seis controladas.

Protestos e encontro com ministros

Atos públicos e políticos liderados por sindicalistas do setor de eletricidade e demais movimentos sociais foram realizados no início da semana em Brasília. Segundo o Stiu-AM, um novo ato está programado para o dia 27 de janeiro, e além de Manaus, ocorrerá entre outras cidades, como Goiânia, Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista, Terezina, e Maceió.

Nesta terça (12), o ato realizado na praça dos três poderes, levou líderes sindicais e de movimentos sociais, agendarem para a próxima terça (19) uma reunião com o Ministro Interino da Secretaria Geral da Presidência da República, Ricardo  Berzoini  e o Ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner. Segundo Edney Martins, a pauta é a apresentação das propostas contra a privatização das empresas.

Na mira do governo

Além da Amazonas Distribuidora de Energia, governo teria a intenção de vender a Energética do Piaui (Cepisa), a Companhia Energética de Alagoas (Ceal), a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e Boa Vista Energia S.A.


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