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Após morte de menino vítima de meningite, alunos realizam tratamento para prevenir doença

Colegas de Pedro Henrique, de 6 anos, que morreu na semana passada vítima da doença, fizeram quimioprofilaxia e voltam nesta terça-feira (9) à escola 09/09/2014 às 11:12
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Mãe de Pedro Henrique, Zila Urquiza, questiona se não houve negligência no atendimento ao garoto, já que não houve suspeita sobre a doença capaz de matar
Acyane do Vale ---

Os 21 alunos da turma do estudante Pedro Henrique Urquiza dos Santos, 6, que morreu na sexta-feira passada, 5, com suspeita de meningite meningocócica (meningococcemia), começaram nesta segunda-feira (8) a quimioprofilaxia para se prevenir da doença. O menino estudava na escola do Serviço Social do Comércio (Sesc), localizado no conjunto Campos Elíseos, Zona Centro-Oeste, e nesta segunda-feira (8), a instituição não funcionou “por motivo de luto”, segundo os avisos fixados na unidade.

O tratamento medicamentoso, que está sendo administrado aos colegas de Pedro e seus familiares, será feito durante dois dias, e, de acordo com o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, poderia ser ministrado em até dez dias a partir do surgimento do caso, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Todas as ações foram adotadas em relação a esse caso, com acompanhamento desde a semana passada pela Vigilância Epidemiológica e o objetivo da quimioprofilaxia é o bloqueio, ou seja, evitar que as pessoas que porventura tenham se contaminado não desenvolvam a doença. E o prazo para se fazer essa quimioprofilaxia é em até dez dias”, afirmou Homero, enfatizando que a partir do momento em que a pessoa toma o remédio, se estiver doente, para de transmitir. As crianças e os pais também terão um acompanhamento técnico do Núcleo de Epidemiologia e Controle de Doenças da Coordenadoria de Vigilância à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Prevenção

O secretário enfatizou que a medida é preventiva porque “a doença não permanece no ambiente”, pois o contágio é feito pela proximidade, pessoa a pessoa, por meio de conversa e outro tipo de contato. “Em relação à sala de aula onde o garoto estudava, não precisa fazer desinfecção do ambiente, nada disso, porque a contaminação ocorre pessoa a pessoa”, acrescentou.

Até ontem, nem a Semsa e nem a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS) tinham recebido nenhuma notificação de outras crianças doentes, como foi divulgado pelas redes sociais. As pessoas consideradas como contatos “primários” – a família da vítima e as duas professoras -, foram medicadas ainda no sábado. A mãe do menino, Zila da Silva Urquiza, contou que a família estava tomando os comprimidos de 12h em 12h, por dois dias.

O remédio ataca a bactéria enquanto ela ainda está se instalando no organismo. Na quarta passada, Pedro Henrique se queixou de dor na cabeça e vomitou na escola, de acordo com a instituição. O quadro evoluiu muito rapidamente e ele faleceu às 00h17, do dia 05 de setembro, no Pronto-Socorro da Zona Oeste, com a causa da morte identificada como “choque séptico/sepse grave/meningite).

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