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Após morte de PM, SSP-AM cria força-tarefa para investigar lichamento de policiais militares

Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e 27º Disitrito Integrado de Polícia vão compartilhar informações para chegar aos autores do lichamento dos soldados 30/12/2015 às 19:14
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Jeferson Jesus e André Luis levaram várias pancadas na cabeça e só foram identificados como policiais no pronto-socorro
Kelly Melo Manaus (AM)

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) determinou que o 27º  Distrito Integrado de Polícia  (DIP) e a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) criem uma força-tarefa para investigar os autores das agressões aos policiais militares André Luís Silva do Rosário, que morreu na noite da última terça-feira,  e Jeferson Jesus de Castro,  ocorrida no último dia 20,  durante uma festa de torcidas organizadas, no bairro Cidade Nova, na Zona Norte.

Na época, os policiais estavam à paisana procurando por dois suspeitos que teriam assaltado a esposa de um deles.

Na tarde desta quarta-feira, os delegados Márcio André Campos e Ivo Martins, titulares do 27º DIP e da DEHS respectivamente,  se reuniram com o secretário da SSP,  Sérgio Fontes, para tratar do assunto. Fontes  destacou que todos os esforços estão sendo empregados para esclarecer os fatos e identificar os responsáveis pelas agressões e consequentemente, a morte do policial André Luís.

“Estamos acompanhando o caso desde o dia do ocorrido e não há omissão na investigação, pelo contrário. Nós e as duas delegacias vamos trabalhar em conjunto para chegar aos autores e esclarecer o que realmente motivou essa ação brutal. As investigações vão ter recursos extras para isso e se for necessário, vamos empregar outros recursos. Queremos chegar aos autores o mais rápido possível”, salientou Fontes.

Para Sérgio Fontes, o policial  Jeferson Jesus de Castro, que sobreviveu as agressões, é a testemunha chave para esclarecer como a confusão iniciou. Ele deve ser ouvido na próxima semana. “O depoimento dele é muito importante para entendermos a dinâmica de como tudo aconteceu. Contamos com a colaboração dele, assim que ele estiver bem para prestar o seu depoimento”, enfatizou.

Desde que o inquérito policial foi aberto, mais de 20 testemunhas já foram identificadas pelo 27º DIP. O delegado Márcio André Campos disse que oito delas já foram ouvidas na distrital e que as demais serão ouvidas a partir da próxima segunda-feira.

"Desde o começo estamos preocupados em requisitar todas as perícias necessárias, localizar e identificar os autores. Não há descaso de nossa parte. E o apoio da DEHS e até mesmo  da Seccional Norte, nesse sentido, é muito importante para concluirmos o procedimento”, explicou o delegado.

De acordo com o titular da DEHS, Ivo Martins, a especializada terá o papel de disponibilizar investigadores para irem a campo e todas as informações levantadas serão encaminhadas ao 27º DIP.

“Alguns representantes das torcidas organizadas estiveram na DEHS e prestaram depoimentos informais. Mas nós ainda precisamos entender a motivação desse linchamento, levantar o máximo possível de informações e testemunhas e só depois chegar a autoria do crime. Não dá para pedir a prisão de todos os que estavam na festa. Temos que individualizar as responsabilidades”, disse Martins.

“Pessoas que fazem isso não têm condições de viver pacificamente na sociedade e a nossa missão é tirá-las de circulação”, completou o delegado.

O secretário da SSP solicitou ainda que qualquer pessoa que possua imagens das agressões aos policiais procurem tanto o 27º DIP quando a DEHS, para ajudar as investigações. “uma das nossas dificuldades é que naquele espaço não existem câmeras de segurança. Mas se alguém tiver vídeos que mostrem a agressão, isso pode colaborar com a investigação”, destacou.

Suspeitos liberados

No dia do crime, os suspeitos de terem assaltado a esposa de um dos policiais e de terem provocado a confusão, chegaram a ser presos. Mas segundo o delegado Márcio André, a  plantão judicial liberou Elaílson Cruz e Cadu Cavalcante de Almeida, por falta de provas. À policia, eles negaram qualquer envolvimento na confusão, embora tenham sido reconhecidos pela vitima, que também é policial militar.

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