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Após ofensa, auditor do TCE diz que processará conselheiro Érico Desterro por danos morais

Auditor do Tribunal de Contas do Estado, Alípio Firmo Filho firmou que “se sentiu desrespeitado” pela declaração dada pelo conselheiro Érico Desterro na sexta-feira (19) da semana passada: ele foi chamado de "imbecil" ao defender pagamento de vencimentos de auxílio-moradia 21/12/2014 às 19:36
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Auditor Alípio Firmo Filho (à esq.) e conselheiro Érico Desterro (à dir.) compõem a corte do TCE
raphael lobato Manaus (AM)

Após ser xingado de “imbecil” em uma discussão pelo pagamento de R$ 230 mil de auxílio-moradia, o auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) Alípio Firmo Filho disse neste domingo (21) que irá processar o conselheiro Érico Desterro por danos morais. Alípio afirmou que se sentiu “desrespeitado” pela declaração dada por Desterro na sexta-feira (19) da semana passada.
 
Contrário a reivindicação de Alípio pelo pagamento retroativo do benefício, Desterro disparou o xingamento após ser informado por jornalistas que o auditor havia o acusado de já ter defendido os vencimentos em conversas na corte. “Não sei por que ele mudou de idéia”, disse Alípio, após a sessão.
 
Irritado, Desterro rebateu ainda que “Ninguém fala por mim”. Procurado pela reportagem na tarde de ontem, o conselheiro disse não tinha nada a declarar. Desterro defende que a regulamentação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não abre margem para pagamentos acumulados.

“Foi uma declaração desmoralizante, publicamente, a minha honra e dignidade. Eu quero completar que não sou nenhum empregado dele (Desterro) para que ele me trate dessa forma”, afirmou ontem o auditor, ao informar sobre o processo por danos morais que será ingressado por ele contra o conselheiro.

Entenda a desavença
 
Além de passar a receber R$ 4,3 mil de auxílio moradia do TCE desde outubro passado, Alípio Firmo quer também que a corte pague o benefício retroativo desde 2009, num total que chega a R$230 mil. Desterro e o presidente da corte, Josué Filho, são contrários ao pagamento solicitado pelo auditor. O caso deverá ir à votação no Pleno, após a volta do recesso.

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