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Após perdas durante a Copa, setor de prestação de serviços volta a se recuperar no AM

Com crescimento de 1,6% registrado pelo IBGE em julho e saldo positivo de empregos, segundo o MTE, o setor apresenta os melhores números entre as atividades econômicas desempenhadas no Estado 18/09/2014 às 08:31
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Janete Fernandes, da Abrasel, ressalta que abertura de novos empreendimentos “turbinou” geração de empregos
Juliana Geraldo ---

Depois de uma perda de 10% no volume de negócios no período de realização da Copa do Mundo, o setor de prestação de serviços em Manaus começa a dar sinais de recuperação. Com crescimento de 1,6% registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em julho e saldo positivo de 544 empregos formais em agosto, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o setor apresenta os melhores números entre as atividades econômicas desempenhadas no Estado.

A presidente da associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amazonas (Abrasel-AM), Janete Fernandes, explica que apesar de positivos, os dados refletem uma recuperação apenas inicial. “Depois da grande expectativa gerada pela Copa do Mundo para o desempenho do setor de serviços, as empresas, principalmente na área de alimentação, começam a voltar ao ritmo normal. Não é um crescimento em cima de algo que já estava bom”, explicou.

Segundo ela, os clientes que durante a Copa não demandaram alguns serviços como o de restaurantes self service, por exemplo, retornaram ao ritmo normal, logo após o mundial, o que teria auxiliado no aumento da atividade e até mesmo na contratação de novos funcionários. “No período, não atraímos os turistas e perdemos clientes locais. Como o setor de serviços é mais dinâmico e amplo do que os demais, nossa recuperação pôde ser sentida mais rapidamente do que em demais segmentos, como a indústria, por exemplo”, justificou.

A dirigente também lembrou que a temporada de abertura de novos empreendimentos, iniciada em agosto, tem garantido a contratação de novos empregados para o setor. “Restaurantes, boates, bares, drogarias. Depois da copa, os empresários resolveram ‘startar’ suas novas operações e com isso, claro, demandaram mais funcionários”, esclareceu.

Crescimento global

O vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomercio-AM), Aderson Frota, avaliou que outro fator para os bons números , é o aumento da formalização de micro e pequenas empresas e de profissionais antes, sem carteira assinada, como os empregados domésticos. “Essas formalizações começam a aparecer nas estatísticas e reforçam o setor de serviços como o mais pujante hoje, na economia local.

‘Efeito Pós-Copa’ atinge hotelaria

Apesar do bom desempenho do setor de serviços, outras atividades devem ter a recuperação mais lenta quanto aos efeitos do Mundial. É o caso do ramo hoteleiro, por exemplo. Logo após o Mundial, os empresários do ramo experimentaram uma “ressaca” com o índice de ocupação saindo de 90% em junho para 22% no mês seguinte – uma média de 22 quartos ocupados a cada 100.

“A Copa em Manaus foi excelente, nos rendeu bons negócios, mas precisaremos de apoio de secretarias para promover diferentes modalidades do turismo, caso contrário, muitos negócios na área terão dificuldade em se sustentar”, avaliou, na ocasião, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Amazonas (Abih-AM), Roberto Bulbol.

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