Quarta-feira, 19 de Junho de 2019
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Após pressão, governo cede e retoma negociações com professores

O governador José Melo aceitou retomar as negociações com o Sinteam após ato público feito pelos trabalhadores da educação



1.gif Manifestantes se concentraram em frente ao estádio Arena da Amazônia em 2014
01/05/2015 às 15:46

Após pressão do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), o governador José Melo (Pros) aceitou retomar as negociações sobre o reajuste salarial da categoria, que iniciou no dia 25 de março.

Depois de realizar um ato público em frente à sede do governo, representantes dos trabalhadores conseguiram conversar com o secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares, que entregou ao presidente do Sinteam, professor Marcus Libório, um documento com a data e horário da audiência.

“Nosso objetivo foi atingido. Conseguimos reunir todos os movimentos que querem melhorias para os trabalhadores em educação. Demos nosso recado de que não vamos aceitar reajuste zero. Se o governador vai sair da mesa de negociação, ele precisa nos dizer, pois a partir daí vamos usar as ferramentas que nós temos também. Dependendo da conversa, nossa paralisação não é só na capital, mas em todo o Estado”, disse Marcus Libório.

Manifestação

Cerca de 300 trabalhadores participaram da manifestação na frente do Palácio do Governo na manhã de ontem. Representantes de municípios da região metropolitana, estudantes, rodoviários e de outras categorias se somaram à reivindicação dos professores.

Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), na manifestação ocorrida no final de março, na rede estadual foram 49 escolas e 1.072 professores não se apresentaram para a aula. A secretaria estimou que pelo menos 30.060 alunos ficaram sem aulas. Na rede municipal, foram 71 escolas sem aulas.

Solidariedade

Durante ao ato, os manifestantes prestaram solidariedade aos professores do Paraná que foram agredidos ontem durante movimento grevista.

A presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CTB), no Amazonas, Isis Tavares disse que os professores não vão admitir que a categoria fique sem reajuste. “A data base está no nosso Plano de Cargos, é lei ordinária e tem que ser cumprida”, disse ela, que também é professora.

“Nem o TCE, que é o órgão que cuida das contas do estado, reconhece crise. Tanto é que concedeu 20% de reajuste para seus funcionários. E olha que o salário deles não é pequeno. A educação de qualidade passa por salários dignos para o professor”, afirmou a presidente da CTB no Amazonas.

Problemas enfrentados pela categoria

No início de março deste ano, o Sinteam, participou da reunião do conselho para relatar os problemas enfrentados pela categoria e citou a falta de valorização salarial, as más condições estruturais das escolas, a ausência de discussão sobre o Plano Municipal de Educação e o Plano de Cargos, Carreira e Salário, além do fechamento de escolas.

Saiba mais:  Piso salarial

O presidente do sindicato, Marcus Libório, afirma que poucas prefeituras pagam o piso, pois ainda não reajustaram o salário dos professores, de acordo com o aumento deste ano. “A desculpa usada pelos prefeitos é que as prefeituras não têm recurso suficiente para pagar o valor determinado pela lei”, comentou.

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