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Após protestos, governador de SP suspende reorganização escolar

A proposta previa o fechamento de 93 unidades de ensino em todo o estado e a transferência de 311 mil alunos, no ano de 2016, para outras unidades 04/12/2015 às 13:22
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Geraldo Alckmin anunciou suspensão durante coletiva de imprensa
Camila Maciel (Agência Brasil) São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, suspendeu hoje (4) decreto sobre a reorganização escolar no estado. A proposta, que previa o fechamento de 93 unidades de ensino em todo o estado e a transferência de 311 mil alunos, no ano de 2016, foi publicada no dia 1º deste mês.

O governador afirmou que será aberto diálogo com a comunidade escolar. “Nossa decisão é adiar a reorganização e rediscuti-la escola por escola, com a comunidade, com os estudantes e, em especial, com os pais dos alunos”, disse em entrevista coletiva. Os estudantes permanecem estudando nas escolas onde estão matriculados.

Segundo o governo, o objetivo era separar as escolas por ciclos, entre anos iniciais e finais do ensino fundamental e do médio. O decreto indicava que as transferências ocorreriam “nos casos em que as escolas da rede estadual deixassem de atender um ou mais segmentos ou quando passarem a atender novos segmentos”.

A medida de separar estudantes por ciclo escolar (fundamental 1 e 2 e médio) enfrentou resistência de alunos, pais e professores. Mais de 200 escolas foram ocupadas para reivindicar a suspensão da reorganização, que afetaria 311 mil alunos. Ontem (3), Ministério Público e Defensoria Pública entraram com um pedido de liminar para suspender a medida.

Manifestações

Nesta semana, além das ocupações, estudantes bloquearam avenidas importantes da capital paulista como forma de protesto. Eles foram reprimidos pela Polícia Militar, seis estudantes foram detidos e três permaneceram presos. Entre as acusações, estava a corrupção de menores. Hoje (4), os protestos se intensificaram na avenida Paulista, e a PM usou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e spray de pimenta para reprimir os estudantes.

Convicção

Alckmin reforçou que está convicto de que a reorganização é a uma medida importante para a melhoria do ensino, mas que atenderá ao pedido dos estudantes. “Recebi a mensagem dos estudantes e dos seus familiares com as suas dúvidas e preocupações com relação à reorganização das escolas no estado de São Paulo”, afirmou. Ele deixou a coletiva sem responder a perguntas dos jornalistas.

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