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Cotidiano
CONCURSO

Após provas abertas, MPC pede suspensão do concurso para defensor público no Amazonas

Quatro salas de aplicação das provas registraram envelopes violados antes da entrega dos cadernos de questões aos candidatos, neste domingo (4) 05/03/2018 às 15:59 - Atualizado em 05/03/2018 às 16:05
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Foto: Arquivo A Crítica
acritica.com

O Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) ingressou com uma representação, com medida cautelar junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), para suspender o concurso público para o cargo de defensor público do Amazonas, realizado neste domingo (4), em Manaus, até que se comprove que não houve prejuízo à lisura do certame.

Conforme noticiado pelo Portal A Crítica, quatro salas de aplicação das provas registraram envelopes violados antes da entrega dos cadernos de questões aos candidatos. Na representação, a procuradora de contas Elissandra Monteiro Freire Alvares pede que, caso fique comprovada a ocorrência de fraude, o concurso seja cancelado.

“Considerando o caráter eliminatório e classificatório da prova escrita objetiva, qualquer ocorrência – abertura de envelope – que fragilize a confiabilidade e a efetividade do processo seletivo não pode ser menosprezada, sob pena de gerar grave prejuízo à igualdade entre os candidatos. É que a suspeita de que é dado a pelo menos um candidato conhecer antes dos demais o conteúdo das provas compromete a lisura do certame, no que se refere ao sigilo das provas”, disse a procuradora.

O MPC pediu ainda a notificação do defensor público geral, Rafael Vinheiro Monteiro Barbosa, para que ele apresente esclarecimentos sobre a denúncia de ruptura indevida do lacre dos envelopes de prova, além de, entre outros, indicar as medidas adotadas pela entidade em razão do ocorrido.

Envelopes periciados

Na manhã desta segunda-feira (5), o defensor geral Rafael Barbosa entregou para a perícia na Polícia Civil do Amazonas (PCAM) os envelopes das provas do concurso que teriam sido violadas. Em entrevista à reportagem do Portal A Critica, o defensor geral afirmou que a comissão do concurso decidiu entregar as caixas, onde vieram os envelopes com as aberturas laterais, porém que o certame continuaria.

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