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Cotidiano
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Após Reino Unido deixar a União Européia, Escócia pode votar independência

Ao contrário da Inglaterra e do País de Gales, a Escócia votou a favor da permanência do Reino Unido na UE. Agora, para ficar na União Europeia, a Escócia pode sair do RU 24/06/2016 às 12:01
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Com 52% dos votos a favor, o Reino Unido decidiu deixar a União Europeia após 43 anos de participação (Hannah Mckay/EPA/Agência Lusa)
Marieta Cazarré – Agência Brasil

Nicola Sturgeon, líder do Partido Nacional Escocês, afirmou hoje (24) que a hipótese de um segundo referendo sobre a independência da Escócia do Reino Unido é “altamente provável”. Com 52% dos votos a favor, o Reino Unido decidiu deixar a União Europeia após 43 anos de participação, em referendo na quinta-feira (23).

Ao contrário da Inglaterra e do País de Gales, a Escócia votou majoritariamente a favor da permanência do Reino Unido na UE, com 62% dos votos. O governo, que é autônomo, considera que, com a decisão, o país será retirado à força do Bloco.

“Como primeira-ministra da Escócia, tenho o dever de responder não apenas ao resultado em todo o Reino Unido, mas também, e em particular, à decisão democrática tomada pelo povo da Escócia. Como as coisas estão, a Escócia enfrenta a perspectiva de ser levada para fora da UE contra sua vontade. Considero isso democraticamente inaceitável”, disse Nicola Sturgeon.

Em setembro de 2014, a Escócia votou em um referendo sobre a independência da região. À época, os independentistas foram derrotados com 45% dos votos, contra os 55% dos que apoiavam a permanência no Reino Unido. O Reino Unido é composto por Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte.

A primeira-ministra escocesa afirmou que, no referendo de 2014, a independência foi derrotada em parte porque sair do Reino Unido significaria que a Escócia ficaria fora da União Europeia, justamente o que está acontecendo agora.

“Eu quero deixar absolutamente claro que tenho a intenção de tomar todas as medidas possíveis [...] para assegurar o nosso lugar permanente na UE e no mercado único”, disse Sturgeon.

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