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Cotidiano
VIRADA

Após ser demitida, amazonense viu na produção de biscuit uma oportunidade

Sem retorno e perspectiva, a auxiliar administrativo Adriana Alcântara decidiu retomar uma antiga paixão: a modelagem de porcelana 16/03/2017 às 17:07 - Atualizado em 16/03/2017 às 17:09
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A venda de biscuit garante uma renda superior ao que Adriana recebia no antigo emprego. Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal
Luana Ribeiro Manaus

Enviar o currículo, fazer entrevistas e aguardar por uma resposta tem sido a realidade de muitos brasileiros nos últimos anos. Essa também foi a rotina da auxiliar administrativo Adriana Alcântara, 27, durante os meses que seguiram depois de ser demitida.

Sem retorno e perspectiva, decidiu retomar uma antiga paixão: o biscuit. A arte de modelar a porcelana fria, massa a base de farinha e cola, deu a ela a oportunidade de renda e um novo ofício. Em um espaço improvisado em casa mesmo, Adriana começou a fazer pequenos bonecos, topos de bolos, chaveiros e o que fosse possível com biscuit.

Hoje, pouco mais de 1 ano após a demissão Adriana produz e vende cerca de 100 peças por mês, o que já garante uma renda superior ao R$ 900 que recebia no antigo emprego. “E ainda tenho a possibilidade de fazer o meu horário”, acrescenta.

Início de tudoO interesse de Adriana pelo artesanato veio da infância, quando observava a mãe trabalhando com garrafas recicladas e a tia fazendo biscuit. “Minha família tem esse lado de artesanato e tinha muita curiosidade em fazer, coisa de criança mesmo. Com 12 anos, minha tia me ensinou a fazer o básico, como bonequinhas e imãs de geladeira, mas eu cresci, estudei, trabalhei com outras coisas e não continuei”, conta.

O retorno ao biscuit veio por acaso depois de uma conversa com a mãe. “Um dia tava no Facebook e encontrei um bonequinho de biscuit, ele tava sentado em cima de uma cadeira feita de CD reciclado, na hora eu enviei para minha mãe sugerindo que ela fizesse igual. E ela me respondeu dizendo “Você sabe fazer. Por que não faz?”. E aquilo ficou na minha cabeça”, relembra.

Adriana saiu então em busca dos materiais para modelar a peça. “Naquele momento em que vi todo aquele material abri minha mente. No início a modelagem não era tão boa como agora, mas fui tentando”, diz.

Os primeiros clientes vieram com ajuda do marido, que divulgava a nova atividade de Adriana no local onde trabalhava. A primeira encomenda foram lembrancinhas para o baby chá de uma colega de trabalho. Recentemente, Adriana criou uma página no Facebook (@dryartsbiscuit) onde compartilha suas criações, e apesar do pouco tempo já comemora a interação dos seguidores e a possibilidade de negociar encomendas e fechar vendas online.

Aliás, explorar os recursos e possibilidades da internet é um dos conselhos que Adriana dá para quem pensa em empreender com biscuit ou outros tipos de artesanatos. “Minha tia me ensinou o essencial e não fiz nenhum curso, já não lembrava de muita coisa. Para melhorar a modelagem passei a ver vídeos no Youtube, seguir páginas de Facebook a respeito do assunto, para ter noção de cada trabalho e de cada modelagem”, diz.

Outra dica que a artesã dá é ter foco. “A pessoa tem que focar no objetivo dela, no que ela saber e gosta de fazer. Se fizer com amor, carinho e dedicação, tudo sai perfeito. O cliente vai ver isso no resultado”, garante. “Modelar biscuit é um trabalho que gosto de fazer, a cada dia que passa, que vejo uma peça melhorar, que vou gostando ainda mais, isso me inspira. Desde que comecei, não procurei mais emprego, está suprindo minhas necessidades”, finaliza.

Investindo na ideia
O próximo objetivo de Adriana é construir um ateliê próprio e uma loja de produtos de festas e matéria-prima para modelagem de biscuit e fornecer produtos para quem, assim como ela, vê na arte uma oportunidade de renda. Encomendas podem ser feitas no 98255-7910.

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