Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
ENERGIA

Conta de energia vai ficar mais cara no Amazonas a partir de novembro

Reajuste entra em vigor no dia 1º e vai atingir quase um milhão de clientes no Estado. As residências sofrerão o maior impacto: 16,78% a mais na conta



energia_amazonas_549D4A14-D7D7-4F41-8C25-98D079F4CC76.jpg A Eletrobras, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), colocará à venda o controle da Amazonas Energia no dia 27 de novembro. Foto: Amazonas Energia/Divulgação
30/10/2018 às 14:05

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (30), durante reunião pública, o reajuste tarifário da Amazonas Distribuidora de Energia (AmE), empresa que atende 998 mil unidades consumidoras no Amazonas. O reajuste médio de 14,89% entra em vigor a partir desta quinta, 1º de novembro.

Para residências, que consomem rede de baixa tensão, o reajuste será de 16,78%. Já para os clientes industriais, que usam redes de alta tensão, o reajuste médio será de 11,78%.



Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço. No caso da Amazonas Energia, o que mais contribuiu para o reajuste foram os gastos com compra de energia. Um dos fatores foi o aumento do preço médio de energia no Ambiente de Contratação Regulada (ACR Médio) que precifica a aquisição de energia nos Sistemas Isolados. A Amazonas tem custos de compra de energia com a parte do estado interligada e com a parte isolada. Os custos com o risco hidrológico também impactaram o reajuste.

Em virtude de liminar judicial, não há aplicação das bandeiras tarifárias na área de concessão da AmE. Assim os seus consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional não percebem o benefício da redução do impacto da variação do custo de energia proporcionado pelo acionamento mensal das bandeiras tarifárias. Caso as bandeiras tivessem sido aplicadas nos meses de agosto de 2017 a julho de 2018, a distribuidora arrecadaria cerca de R$ 99,75 milhões e o potencial de redução no processo tarifário seria de 3,65%.

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).


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