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Área de risco na comunidade Santa Marta, na Zona Norte de Manaus, volta a ser invadida

Em 2011, um deslizamento com três vítimas fatais ocorreu na comunidade, que atualmente possui dez novos barracos instalados. Local foi palco do famoso ‘Então Morra!’ proferido pelo ex-prefeito Amazonino Mendes 12/01/2015 às 09:16
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Segundo moradores, o igarapé foi drenado e não transborda mais
LUANA CARVALHO Manaus (AM)

A área das margens do igarapé da Comunidade Santa Marta, na Zona Norte, que foi palco de uma tragédia que resultou na morte de três pessoas em 2011, voltou a ser invadida. O portal A CRÍTICA esteve no local na última sexta-feira (9) e flagrou pelo menos dez novos barracos. A área é de risco e foi interditada pela Defesa Civil no mesmo ano do deslizamento de terras.

Na mesma semana do deslizamento que matou três pessoas de uma família, todos os moradores da área foram retirados do local pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh). No entanto, aproximadamente 10 novos barracos foram construídos nas margens do igarapé em dezembro de 2014.

“Essas pessoas começaram a construir as casas há um mês. Tem áreas que já estão até sendo demarcadas. Estão invadindo novamente um local que já teve uma história de tristeza e mortes”, contou um morador da área, que pediu para não ter o nome divulgado.

No local, há terrenos demarcados com pedaços de madeira e arames. Uma ponte improvisada com um tronco de buritizeiro foi colocada no igarapé para facilitar a travessia dos ocupantes.

Falta infraestrutura

O igarapé foi drenado e agora não transborda mais, garante a comerciante Greice da Silva, 34. Mas nem todos os problemas do local foram solucionados. A Rua Abiorana, que dá acesso ao igarapé, não é asfaltada. “Falta melhorar muitas coisas para nós moradores, principalmente a questão da rua, que não é asfaltada”, reclamou.

Em dias de chuva, fica difícil caminhar pela via por conta do barro. “Está um pouco melhor porque na época da campanha um político veio nos visitar e mandou passar o trator na rua. Mas ainda é muito difícil, pois quando chove fica muito escorregadio”, reclamou a comerciante.

Com a dificuldade de acesso, o carro coletor de lixo e outros automóveis não conseguem entrar na via.

Triste lembrança

A tragédia que resultou nas mortes da dona de casa Joelza da Silva Coelho, 28, a filha dela, Isabele Coelho Costa, 3, e sua sobrinha, Natália Coelho Reis, 2, que foram soterradas, ainda é muito lembrada pelos moradores. “Foi um dia muito triste. Algumas famílias que saíram da área de risco conseguiram suas moradias, mas outras continuam morando com o auxílio do aluguel social”, contou Greice.

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