Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020
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Argentina casa-se com homem condenado pela morte de sua irmã gêmea

Edith Casas casou-se com Víctor Cingolani em uma cerimônia fechada para amigos e familiares



1.jpg Víctor Cingolani e Edith Casas chocaram a sociedade argentina ao se casarem
14/02/2013 às 18:47

A argentina Edith Casas casou-se na tarde desta quinta-feira (14) com Víctor Cingolani, condenado em 2010 à 13 anos de reclusão pela participação na morte de Johana Casas, sua irmã gêmea. De acordo com o jornal El Clarín, a cerimônia foi em um tribunal de registro civil no distrito de Pico Truncado, na Argentina.

Logo que Cingolani chegou ao local, escoltado em uma viatura da polícia, uma multidão de pessoas iniciou uma manifestação de protesto, chamando o noivo de assassino e até lançando pedras contra o mesmo.



Somente amigos e familiares puderam acompanhar a cerimônia. A família de Edith não compareceu por ser contrária à relação. A mãe da noiva chegou até a pedir um teste de sanidade mental da filha, o que atrasou a realização do casamento em dois meses.

O crime

Edith e Cingolani iniciaram um relacionamento após ele e sua irmã romperem um noivado. Tempos depois Johana iniciou relacionamento com um rapaz chamado Mario Diaz – também preso –, eles chegaram a ficar noivos, mas ela foi encontrada morta com dois tiros em um terreno baldio.

A investigação policial indiciou Diaz e Cingolani pela morte da jovem Johana, alegando que ambos conspiraram para o assassinato da Jovem. Cingolani nega até hoje qualquer participação no crime, alegando que nem mesmo conhecia Mario Diaz.

No decorrer do inquérito policial e do julgamento, a jovem Edith, de apenas 23 anos continuou a visitar Víctor Cingolani na prisão, com direito a encontros íntimos. No fim de 2012 o casal anunciou que iria se casar.


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