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Arquidiocese de Manaus pediu demolição de obras sacras

Explicação foi dada pela Secretaria Municipal do Centro em decorrência de protestos de fieis e do embargo feito pelo Iphan 14/08/2013 às 08:36
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Área destruída será substituída por um projeto de restauração e revitalização
JORNAL A CRÍTICA ---

Após o embargo da demolição do muro onde estava pinturas da via sacra em azulejos, a Secretaria Municipal do Centro (Semc) informou que tanto a derrubada do muro quanto dos restos do Centro Pastoral e antigo Aviaquário da Praça da Matriz foi solicitada pela Arquidiocese de Manaus. A obra de demolição foi interrompida porque não havia autorização do Instituto Proteção ao Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão responsável pela gestão de áreas tombadas pelo patrimônio histórico, caso da Matriz, informou a superintendente do Sheila Campos.

A demolição vinha sendo executada pela Secretaria Municipal de Insfraestrutura (Seminf) a uma solicitação feita em maio de 2011. Segundo o pároco da igreja, José Albuquerque, há um projeto de restauração e revitalização daquele local aprovado e que deve ser implementado a partir deste ano. Os restos da estrutura eram ponto de atração a moradores de rua e usuários de drogas, que ocupavam o espaço indevidamente, pulando o muro e quebrando os cadeados que fecham o portão de acesso. Eles acabam fazendo suas necessidades básicas nas áreas internas, o que deixa o local com mau cheiro e prejudicial à saúde.

A presença dessas pessoas coloca em risco os frequentadores da igreja, que vêm se afastando do local com medo. Assaltos tornaram-se frequentes na área e afetam tantos os fiéis e quanto os turistas. Além disso, o local é ponto de prostitutas.

MURETA

De acordo com informações do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), antes de ser retomado o processo de demolição, foi feita uma pesquisa junto a acervos históricos de Manaus e ficou constatado que o muro não faz parte do conjunto arquitetônico da Matriz que é tombado pelo patrimônio histórico. Registros também mostram que a mureta alvo da ação foi erguida posteriormente à construção da igreja para cobrir o antigo Aviaquário, desativado há anos.

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