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Cotidiano
Vivendo da criatividade

Artistas do AM contam como tornaram seus talentos em uma fonte de renda

Artistas usam das suas criatividades como fonte de renda para seu trabalho. Buscam um produto inexistente no comércio, querem ser seu próprio chefe e controlar os próprios lucros 31/07/2016 às 01:00 - Atualizado em 31/07/2016 às 18:55
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Messiahs Paulain fez a boneca de Ivete Sangalo
Rebeca Mota Manaus (AM)

A limitação transformada em inspiração é ferramenta poderosa no mundo dos pequenos negócios. Artistas amazonenses usam das suas criatividades como fonte de renda para seu trabalho. Buscam um produto inexistente no comércio, querem ser seu próprio chefe e controlar os próprios lucros, ou até mesmo a tão falada falta de oportunidade no mercado formal de trabalho.

Exemplo disso são três artistas que investiram em obras inovadoras como o caso do Messiahs Paulain que faz réplica de pessoas através de bonecas. Uma forma de presentear através das feições retratadas, um presente que não sofreria efeitos do tempo, seria uma verdadeira recordação desde uma criança até a um adulto.

O projeto começou quando o artista viajou ao Estado de Rio de Janeiro. Na Cidade, ele descobriu um ramo de artigo de presentes. Foi na feira artesanal de Ipanema seu primeiro contato com as tão incríveis bonecas. Ele gostou da ideia e ao retornar para Manaus resolveu aprender a fazer. “Procurei assistir vídeos e tutoriais que tratavam desse tema, busquei me inteirar do assunto e constatei que pessoas do mundo todo faziam esse tipo de trabalho”, conta o artista.

Seu primeiro trabalho foi a coleção das princesas da Disney. Fez tanto sucesso que as festas de aniversário da época solicitaram seu trabalho. Ele destaca que a Princesa Diana, do Filme da Disney “A Princesa e o Sapo”, foi um dos trabalhos que mais obteve êxito, pois se tratava de uma boneca negra muito rara de encontrarmos nas lojas de brinquedos.

O artista já fez as bonecas de algumas celebridades como: A cantora Ivete Sangalo, o escritor americano Jacob Petry, solicitado pela representante de cosméticos “Mary Kay”, para homenageá-lo. Além da cantora Lorena Simpson, Amy Winehouse, Marilyn Monroe, Anitta, Joelma, Simone e Simaria (as coleguinhas. E também alguns personagens amazonenses: a ex-primeira dama Nejmi Jomaa Aziz, a Miss Amazonas 2015 Carol Toledo, a decoradora Sihame Cruz, e as apresentadoras: Baby Rizzato, Mazé Mourão, Tatyana Cury, Ruthiene Bindá, Biha Borges, Paula Araujo.

“O meu trabalho foi evoluindo e solicitações para casamentos, festas de debutantes, formaturas surgiam. Um das bonecas que fiz foi para a Ivete Sangalo e ao receber a réplica ela disse: Que massa cara, parabéns. Amei a boneca. Ela ficará exposta no meu escritório”, nos revelou Paulain.

Ao longo de quatro anos de atividade, já foram realizados aproximadamente 300 trabalhos. Os clientes procuram seus serviços para homenagear uma pessoa especial e entregar um presente exclusivo. “Que graça tem em ter uma boneca que todo mundo possui, se você pode personalizar a   sua própria com um dos seus figurinos preferidos”, conta Messiahs.

Messiahs conta que a confecção de cada boneca demora cerca de 8 horas e a parte mais demorada é o processo da montagem do cabelo. Todos os tecidos são costurados e colados no próprio corpo da boneca e este tipo de arte ajuda a custear sua faculdade de Direito.

Para os interessados, o valor de uma obra de arte como essa varia entre 500 a 1.500 reais, dependendo muito do modelo do vestido e do material usado no acabamento. “Sou muito detalhista e prezo por isso. Algumas vão até na caixa de vidro, caso o cliente desejar”, conclui o artesão. 

Luminárias feitas manualmente por artista amazonense

Impulsionado pela vontade de ter um negócio próprio, Kennedy de Souza, 21, artista de decoração de interiores, começou a pesquisar ideias que atraíssem olhares das pessoas, não apenas as da classe social alta, mas de todos os tipos. A partir daí, teve a oportunidade de conhecer alguém que trabalhava no ramo do Design gráfico e do produto. 

“Não pude deixar de notar que realmente era algo muito interessante e procurado por pessoas de todos os tipos de classes sociais, procurei aprender com meu amigo que já sabia fazer este tipo de trabalho manual e de acordo com o tempo fui desenvolvendo mais a minha criatividade e realizando ideias diferentes de clientes que realmente ficam satisfeitos com meu trabalho e assim ajudam a divulgar esta arte”, conta o artista.

As luminárias são feitas manualmente em diversos tamanhos, cores e artes. Já alcançou diversos Estados como: Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Kennedy ajuda a divulgar o trabalho, em parceria com a Gráfica Rápida localizada na zona Norte de Manaus. E no ateliê ele produz as artes.

O trabalho com as luminárias é fonte de renda total para seu sustento, um trabalho que requer tempo e cautela. Para se cada fazer luminária de 54 centímetros demora cerca de três dias para ficar totalmente pronta, com 90 centímetros são necessários cinco dias de produção e de um metro e 20 centímetros são sete dias devido certas dificuldades de tamanho. Para quem deseja encomendar as luminárias, os preços são a partir de 120 reais que variam de acordo com o tamanho, grau de dificuldade do desenho e estilo do produto.

A arte de fazer Papercraft

Com a falta de oportunidade no mercado de trabalho tradicional, o artista Almeida Chaar, teve ideia do trabalhar com o papercraft a partir de imagens diferentes que procurava na internet. De repente, viu uma imagem desta arte e resolveu buscar técnicas no YouTube para aprender a fazer.

Papercraft é um método de construção de objetos tridimensionais a partir de papel, semelhante ao origami. Contudo, distingue-se pela construção. Geralmente feita com vários pedaços de papel, e essas partes são cortadas com tesoura e fixadas umas as outras com cola, em vez de se suportarem individualmente.

Feitos por papel diplomata, couchê ou até mesmo reciclável, o papercraft que o Almeida faz é fonte de renda para ele e sua família. De valores que variam entre 30 a 200 reais. Já realizou mais de 50 trabalhos inspirados em desenhos como bonecos de anime. Cada arte pequena dura em média uma hora e meia e grande oito dias com seis horas diárias.

“Essa arte que teve sua criação no período da 2ª Guerra Mundial. Com o passar do tempo, os artista foram aperfeiçoando que se expandiu pela a internet”, explica Almeida.

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