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Artur Neto responde à nota do desembargador Mauro Bessa

O prefeito voltou às redes sociais para comentar a nota do desembargador referente a uma publicação anterior do tucano 31/03/2015 às 11:49
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Desembargador Mauro Bessa e prefeito Artur Neto
acritica.com Manaus (AM)

Em nova postagem no Facebook, na noite desta segunda-feira (30), o prefeito Artur Neto (PSDB) respondeu ao desembargador Mauro Bessa, que horas antes publicou nota rebatendo críticas que o prefeito fez em uma postagem anterior. Artur apontou um suposto golpe para tirar o mandato do governador José Melo (Pros), que responde a processos relacionados às eleições de 2014 na Justiça Eleitoral.

Na reposta, Artur lembra que quando se referiu a Bessa e a presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), desembargadora Socorro Guedes, citou comentários que, segundo ele, circulam nos corredores da Corte. Segundo os comentários citados por Artur, Bessa teria "voto pronto" para fulminar o mandato de José Melo.

"Duvido que tais 'boatos' não tenham chegado aos ouvidos sensíveis do magistrado. Duvido mesmo. Até porque chegaram aos meus, que não frequento o Tribunal", afirmou.

Artur Neto reafirmou que, para ele, o juiz Délcio Santos não tem condições de atuar nos processos que possam prejudicar ou beneficiar os dois candidatos que duelaram no segundo turno das eleições de 2014. Santos foi, por muitos anos, advogado de Eduardo Braga (PMDB).

Confira abaixo o post na íntegra:

Dirijo-me ao desembargador Mauro Bessa, que redigiu nota respondendo ao post que publiquei ontem nesta página. Não me citou o nome, mas escreveu para mim. Os estilos é que são diferentes. Sou sempre claro e, portanto, que não paire dúvida nenhuma quanto a ser para ele que me dirijo neste momento. Para começar, então, esclareço que primeiro cumpri o expediente de prefeito para, a seguir reportar-me ao magistrado em tela.

Sua excelência falou em ausência de provas, usando termos pouco corteses como "maledicência", "demagogia", “achaques”, além de menoscabar a capacidade de julgamento das pessoas mais humildes, que seriam, pela análise singela que fui forçado a ler, "ignorantes", tendentes a vender votos e presas fáceis da insinceridade política. Não é assim que penso. E quanto à compra de votos, sou vítima tradicional dessa prática nefanda, conforme o próprio desembargador, mesmo observando segredo de seita secreta, haverá de reconhecer. 

O desembargador fala em “provas”. Será possível que desconheça a umbilical ligação de seu colega Délcio Santos com o candidato derrotado Eduardo Braga? Advogado do senador por cerca de 15 anos, amigo pessoal, visto como articulador da chapa perdedora nas manobras dentro do Tribunal Eleitoral? Aliás, registre-se que, em nenhum momento, esbocei qualquer palavra ou frase que agravasse o TRE. Referi-me, isto sim, ao advogado Délcio, à presidente Socorro Guedes e ao desembargador Bessa.

O desembargador, por sinal, em nenhum momento desagravou Délcio Santos. E, de minha parte, no tocante a ele e Socorro Guedes, apenas manifestei preocupação com os insistentes e corriqueiros comentários, que correm nos corredores na Corte, da boca de advogados de todos os matizes. Tais comentários tratam do que seriam os laços da segunda com a família de Braga e mencionam que Mauro Bessa teria um voto pronto para fulminar Melo na hora que lhe parecesse a mais adequada. Duvido que tais "boatos" não tenham chegado aos ouvidos sensíveis do magistrado. Duvido mesmo. Até porque chegaram aos meus, que não frequento o Tribunal, na mesma medida em que não aceito golpes de mão, que o são precisamente porque violentam a vontade popular e passam por cima da verdadeira justiça, que é a justiça justa.

Vamos direto ao ponto:

a) considero que o jurista Délcio Santos não reúne as necessárias condições de isenção para julgar qualquer processo que possa beneficiar ou prejudicar o sr. Eduardo Braga;

b) se algo consistente me viesse às mãos contra os desembargadores Bessa e Socorro, iria diretamente ao Conselho Nacional de Justiça, na qualidade simples e altiva de brasileiro, solicitando a investigação isenta que é a norma do CNJ. Ambos me conhecem e sabem que não uso terceiros para falar por mim. Minha consciência governa o que escrevo e digo.

E procuro empregar palavras simples, exatamente para que minhas intenções sejam entendidas à primeira leitura. Não sou de deixar quem me ouve ou lê no “solipsismo" que, sem dúvida, serve para tirar a solidão dos dicionários e minorar um eventual ostracismo dos dicionaristas.

Para mim, por sinal, quem ficou no “solipsismo" do voto popular deve ficar à espera da próxima eleição ou abandonar a vida pública. E os julgadores de honra verdadeira e não apenas anunciada não devem permitir o menor arranhão à credibilidade de suas togas…ou a injustiça e a iniquidade prevalecerão.

Boa noite a todos.


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