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As empresas do futuro: startups lucram com ideias criativas

Negócio se concentra na Internet, espaço incerto para o sucesso. Amazonenses contam experiências no ramo 31/10/2015 às 19:22
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Aplicativos vêm ao encontro das necessidades e continuam em evolução
oswaldo neto ---

Se uma ideia criativa pode revolucionar um mercado composto por grandes empresas, imagine quando a inovação é transferida para o mundo virtual, porém de forma mais descomplicada? Esse é apenas um dos conceitos ligados ao universo das startups, modalidade de negócios que vem ganhando notoriedade no Amazonas e que está inserida numa movimentação financeira que atinge US$ 60 bilhões no Brasil.

Quem possui conhecimento sobre esse campo acredita que o negócio pode ser a “empresa do futuro”, e se depender da quantidade, essa possibilidade não vai ser descartada. Segundo dados de 2014 da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o Brasil possui mais de 3 mil startups, sendo 29 criadas no Amazonas.

As plataformas, que podem ser desenvolvidas em forma de aplicativo, site ou programa fazem parte de um montante gigantesco de softwares e serviços que cresceram 12,8% em relação a 2013, conforme levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Softwares (Abes).

A maioria dessas plataformas surge bem cedo, por meio de pequenas ideias acrescidas de muito tempo de pesquisa. É o caso do estudante de Ciência da Computação, Janderson Brandão. Criador de softwares desde o segundo período da faculdade, ele é o responsável pela formulação do portal Busquecursos, ferramenta com cerca de quatro meses que centraliza informações sobre cursos, palestras e workshops em Manaus.

“Em geral, a população tinha grande dificuldade de encontrar um ambiente virtual onde estivessem disponíveis diversos cursos a ocorrer pelas cidades ou até mesmo outros eventos do gênero”, disse Janderson. Hoje o Busquecursos possui 35 instituições da cidade utilizando o site para divulgar seus cursos e gerenciar suas matrículas.

“Um dos nossos objetivos ainda esse ano é ter parceria com todas as instituições da cidade, e para 2016 estamos nos planejando para escalar os nossos produtos para as demais cidades brasileiras”, afirmou Janderson Brandão.

Mercado virtual

Chega a ser ousado tentar definir o que seria uma startup. Apesar do termo “negócio virtual” ser o mais próximo dessa modalidade, as startups vão além por envolver outros conceitos. “Startups são empresas, porém, com modelos de negócios não tão bem definidos e o mesmo de forma repetível e escalável. Elas atuam em um cenário de incertezas, onde não é possível afirmar o sucesso da mesma”, explicou Bárbara Nicolau, uma das criadoras da plataforma DreamKid.

Presente em dois produtos, o estúdio DreamKid desenvolve jogos educativos para crianças. Um deles é o jogo “Kadi Adventure”, que apresenta uma raça de monstrinhos que utilizam objetos perdidos pela casa dos humanos em energia renovável para seu mundo. Segundo Bárbara, que é formada em Design com ênfase em interface digital, a DreamKid foi criada para resolver um problema. “Muitos pais dessa geração estão passando por esse crescimento do uso de smartphones e tablets pelas crianças. Com isso, essa pessoas se preocupam com o conteúdo que os filhos têm acesso”.

Sobre a concorrência, Bárbara afirma que o objetivo principal da startup é garantir qualidade e inovação aos seus produtos. Em relação à pirataria, o preço acessível é uma das armas para a startup se firmar no mercado. “Nossos objetivos estão todos voltados para o fortalecimento da marca e nossos valores de diversão, aprendizado e segurança”, afirmou ela.

mudançasÉ unanimidade entre os criadores de softwares que uma ideia, conhecimento técnico e trabalho pesado são os três principais atributos caso o criador deseje que sua startup alcance um patamar de sucesso. Outra unanimidade entre eles é a impossibilidade de prever o lucro de uma idéia. Num exemplo mais positivo, podemos destacar a venda da startup manauara Neemu, adquirida pela Linx por R$ 55,5 milhões. E qual pode ser o retorno de tudo isso?

Para o fundador da “Ganhe na Tela” - startup amazonense que oferece créditos de celular aos usuários a partir de visualizações de propagandas - Sérgio Brasil, uma startup, ao se desenvolver, não foge de se tornar uma empresa formal.

“Depois da fase de validação, ela vai ter que ter faturamento, funcionários e tudo o que uma empresa formal tem. O mercado formal sempre vai existir. Não tem como não ter. As empresas formais complementam as startups”, disse Sérgio Brasil.
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