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Cotidiano
Elo urbano

As escadarias da capital: sempre muito úteis, mas também encobrem crimes

Enquanto algumas delas só merecem elogios da população, por facilitarem a locomoção, outras também têm a sua importância ressaltada, mas poderiam ter uma melhor supervisão do poder público, principalmente quanto ao fator segurança 13/12/2016 às 05:00 - Atualizado em 13/12/2016 às 14:09
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Uma das mais curiosas escadarias da cidade é a existente na avenida Jequitinhonha, Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul. Instalada há cerca de 3 anos pelo poder municipal, seu piso de 62 degraus traz as cores da bandeira do Município de Manaus - amarelo, laranja e vermelho - mas também o vermelho e o azul, dando um efeito significativo e vida ao concreto / Fotos: Winnetou Almeida e Antonio Menezes
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Apesar do relevo de Manaus não ser formado por morros, existem uma série de escadarias que facilitam, diariamente, o ir e vir dos moradores da capital amazonense. Enquanto algumas delas só merecem elogios da população, por facilitarem a locomoção, outras também têm a sua importância ressaltada, mas poderiam ter uma melhor supervisão do poder público, principalmente quanto ao fator segurança.

Uma das mais curiosas é a existente na avenida Jequitinhonha, Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul. Instalada há cerca de 3 anos pelo poder municipal, seu piso de 62 degraus traz as cores da bandeira do Município de Manaus - amarelo, laranja e vermelho - mas também o vermelho e o azul, dando um efeito significativo e vida ao concreto.

A escadaria foi uma vitória da comunidade, que já não aguentava mais se equilibrar no barro e nos pneus que existiam no antigo barranco. Pior ainda sofriam idosos e crianças, que vez por outra escorregavam e sofriam acidentes. O sofrimento passou a ter os dias contados (na verdade os anos contados) quando moradores como o aposentado Eduardo Neto de Souza, 50, decidiram reivindicar da prefeitura uma escadaria para a área. Mas não foi fácil, diz ele, que durante quatro anos correu atrás do objetivo.

“Havia uma casa aqui no meio da rua e passava também um igarapé. Eu e um amigo chamado Ney corremos atrás durante quatro anos para tirar essa casa e fazer a escadaria, que tem 62 degraus e 40 metros. Foi uma conquista. Primeiro queriam instalar uma escada de madeira e nós não aceitamos, e exigimos uma de alvenaria. E deu certo. Essa escadaria não é uma conquista, uma glória só minha, mas de todos os moradores. Com ela, moradores de outras ruas, como a Barão de Sérgio Mirim, Barão de Itaguá e Conde Tocantins têm acesso a essa área daqui a comércio e às escola deste lado do bairro”, comentou ele sobre a obra, que é iluminada.

Cidade Nova

A avenida Noel Nutels não tem uma escadaria colorida, mas possui uma igualmente utilitária há cerca de 15 anos, sendo essencial para unir os núcleos 7, 11 e a Comunidade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, todas situadas na Cidade Nova 2.

“Se não existisse uma escadaria como essa as pessoas teriam que dar uma volta enorme, e iria ficar ruim principalmente para quem precisa pegar ônibus. Se interditassem essa escada, por exemplo, as pessoas teriam que dar uma volta de meio quilômetro para pegar suas conduções”, disse o pintor Wallace Oliveira da Silva, 35.

Ele só reclama que ela não é iluminada, e que à noite é um “pouco perigosa pois há um mato ao redor dela”. Ele ressalta que, em comparação com a existente no Parque das Laranjeiras, e mesmo sendo um pintor, o colorido não é o mais importante. “O mais importante é ter segurança. Beleza não se põe à mesa”, diz ele, parafraseando um famoso ditado popular. 

Petrópolis

Na rua Girassol, em Petrópolis, há uma escadaria com aproximadamente 40 metros que, segundo os moradores, “apresenta falhas na estrutura e é foco de bandidos que a utilizam para usar entorpecentes, principalmente à noite”.

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